Lentamente eu fui andando por entre a festa, falando com diversos homens com quem ele trabalhava, eu sabia que eles me cobiçavam mas isso seria o seu próprio veneno, hoje eu daria um jeito de arrancar informações do jeito que eu puder.
Dr. Herbez era um homem formado que estava em uma grande posição de poder entre os sócios de Dylan, se eu quissese saber tudo eu teria que ir até a cabeça. Fui andando até o local onde ele estava, na sua mesa estavam três mulheres ao seu redor e os outros sócios nas outras cadeiras, eles riam e gargalhavam, provavelmente falando sobre coisas absurdas que em algum canto do seu minúsculo cérebro fazia sentido, enganar um homem desses seria mamão com açúcar.
Fui lentamente caminhando até chegar em sua mesa, rapidamente todos os olhos que estavam ali perto se voltaram para mim e eles pararam de rir das suas coisas estúpidas, passei minhas mãos por cada cadeira de forma provocante e passei pelas mulheres que estavam ao seu redor e cheguei na cadeira dele, por trás eu abaixei um pouco e falei em seu ouvido:
— Quer de divertir? — plantei nele uma semente de curiosidade e saí desfilando, eu agora só teria que esperar o efeito.
Foi mais rápido do que eu pensei, me escondi atrás de uma pilastra e fiquei esperando para saber se ele sairia de onde ele estava, logo ele se levantou e eu ainda pude ouvir ele falar: "Com licença senhores, tenho uma tarefa de urgência" e sair.
Ele foi me procurando pelo salão, eu andei para o sentido contrário de Dylan, mesmo que ele nos achasse eu tinha que conseguir algum tempo para que eu possa conseguir o que quero.
Entrei para um quarto privada que havia ali, um segurança infiltrado da máfia estava na porta para que tivesse a certeza de que ficássemos sozinhos.
Olhei para trás e ele estava me seguindo perfeitamente então eu pude entrar no quarto, me sentei na cama com as pernas cruzadas e logo escuto a porta se abrindo.
— Senhorita, requisitou a minha presença.
— Caro, amigo — estendi a minha mão onde ele suavemente beijou.
— O que quis dizer com a sua mensagem, por acaso está querendo me provocar?
Sentei ele na cama para que eu pudesse me levantar, olhar ele de cima me ajudava a ter a superioridade naquela conversa.
— Eu tenho me sentido tão sozinha…
— Dylan não tem lhe satisfeito?
— Mais do que isso, sinto que não tenos parceria de verdade, ele nunca me conta nada.
— Mulheres não deveriam se meter nos negócios dos homens — que velho asqueroso.
— Eu gostaria ao menos de poder ajuda-lo.
— Tenho certeza que uma mulher como você ajuda ele bastante… — eu tentava não fazer uma careta a cada palavra que saia da boca daquele homem que só pensava em uma mulher como um objeto de satisfação, e pensar que eu teria que fazer isso com ele…
— Você de sente satisfeito?
— Você sabe como é… o trabalho não tem me deixado tempo para isso.
— Eu não sei bem como é, eu posso lhe ajudar com isso, me diga suas preocupações eu farei o melhor para livra-lo delas.
— Tem certeza que quer ouvir o sobre o meu trabalho?
— Eu terei o prazer de ajuda-lo — montei por cima dele e aos poucos ele foi se soltando comigo.
Mas quando ele iria começar a contar sobre o que eu precisava saber ele de repente parou.
— O que foi? — eu perguntei.
— Podemos ir para a minha sala privada.
Pensei um pouco, se fosse para fazer ele contar então fazer o que ele deseja valeria a pena?
Eu decidi aceitar, quais mais consequências eu teria além do risco que eu já estava passando?
— Tudo bem.
Mal saberia eu que eu estava caindo numa enorme armadilha.
Ai sair do quarto eu mandei um sinal para o segurança que ficou confuso quando eu saí do quarto quase logo após entrar com ele, ele apenas concordou.
No mesmo lugar ele tinha uma sala privada onde tinha um escritório e ao lado um quarto com uma cama, ao entrar no quarto ele me deitou na cama enorme e quando eu pensei que ele iria deitar por cima de mim de repente ele segura os meus dois pulsos e me prende nas algemas que tinham na cama, minha cabeça estava confusa, ele queria algo mais picante? Mas a minha conclusão se desfez quando ele me algemou e foi embora.
— O que está fazendo? – eu grito indignada.
— Deveria tomar mais cuidado querida — ele falou e fechou a porta.
Ele me deixou alguns minutos sozinha, enquanto isso eu tentava sair com todas as minhas forças, de repente eu escuto a porta se abrir, eu conhecia aquela silhueta muito bem e o cheiro do seu cigarro que logo entrava e se espalhava completamente pelo quarto.
— p***a — eu falei enquanto ele entrava
Ele chegou ao pé da cama e sentou ao meu lado começando a passar a mão por entre as minhas pernas subindo lentamente entre elas, ao tocar no meu ponto sensível eu tento reprimir a minha voz.
Eu não podia acreditar que tão rápido ele tinha descoberto o que eu iria fazer.
Eu estava pensando mas logo eu senti o tapa de suas mãos em minhas coxas e então a dor veio, ele não sabia medir a sua força, fazia questão de que eu sentisse dor, logo depois ele subiu minhas mãos e me tocou.
— Você sempre faz um drama mas aqui dentro você está uma cachoeira, eu quase não preciso colocar força nos meus dedos para entrar.
Ele continuou me tocando, me torturando daquela forma, dessa vez ele não estava tão bravo mas estava convencido de me toturar o máximo que podia.
Mais uma noite longe que eu iria passar, mas desastibilizar ele também era um dos motivos para aquilo, um inimigo mentalmente abalado é muito mais fácil de derrotar, quando mais bravo ele tiver mais vantajoso será para mim.
Do lado da cama ele pegou um chicote e foi passando pelo meu corpo e logo em seguida usando a sua força para bater em mim.
Quando terminou eu já estava exausta e não conseguia ao menos segurar os meus gritos, eu estava suando naquela hora já quando ele finalmente parou.
— Por que faz isso?
Eu nem ao menos conseguia reponder ele.
— Sabe que está apenas fazendo m*l a si mesma com isso.
Ele entou tirou as algemas dos meus braços e me segurou em seu colo, saiu pelos fundos do salão para que ninguém pudesse nos ver e me levou até o carro, dali fomos para casa.
— Bem vindo senhor — Hector falou assim que chegamos em casa.
Eu pude sentir o olhar dele de pena sobre mim, desde os meus 16 anos ele olhava para mim daquela forma, Dylan me levou até o nosso quarto em seguida entrou no banheiro, ligou a água numa temperatura morna e me colocou na banheiro, ele foi lavando delicadamente cada parte do meu corpo, ele é como uma mãe que bate no filho e em seguida cuida dele como se não tivesse acabado de bater. Em seguida do banho morno eu apenas relaxei e dormi.
No dia seguinte novamente eu senti meu corpo gritar de dor mas dessa vez era muito mais que a da vez anterior, Dylan ainda estava dormindo do meu lado, até mesmo dormindo ele parecia assustador por mais bonito que fosse o seu rosto, me pergunto como ele consegue dormir tranquilamente, talvez porque eu não sou permitida usar uma arma, meu trabalho seria muito mais fácil.
Desci minhas pernas da cama, como não haviamos feito nada eu consegui ficar tranquilamente me pé, apenas a dor no corpo ainda me atormentava.
— Bom dia Hector — ele estava fazendo o café da manhã assim como todos os dias.
— Bom dia senhora — ele me tratava comoa esposa de Dylan apesar de não ser.
Me arrumei e coloquei ropuas longas como calças e blusa de manga longa para esconder as marcas de ontem, eu queria visitar a csa das minhas irmãs onde desde os 16 anos eu viva antes de morar na casa do Dylan.
Hoje eu teria que trabalhar então iria aproveitar pra ficar lá e ir até a boate logo em seguida, atualmente todas as mulheres que moram lá me tratam com respeito já que eu sou a mais favorecida entre todas, ela me tratam assim como Hector, como a esposa dele.
Chegando lá reconheci algumas meninas, outras eram novas mas sempre vinha uma para me cumprimentar.
— Olá, Carla.
A única que não me chamava igual as outras, ela era a antiga favorita do Dylan.