Dante Dirijo pela estrada, a mente um redemoinho de dúvidas e lembranças. As palavras de Isabela ecoam, misturadas com a imagem das fotos de Alice, ainda bebê, os olhos grandes e curiosos, o sorriso puro que congelava o tempo. Deixá-las para trás seria como abandonar um pedaço da minha história. O peito aperta, um nó se forma na garganta. Quando a bifurcação que leva à casa de praia se aproxima, minha decisão já está tomada, antes mesmo de virar o volante. Desvio, guiado por um impulso incontrolável, uma necessidade visceral de segurar um fragmento do passado antes que tudo se apague. Mas a cautela grita. Não vou pela frente. Não sou ingênuo. Estaciono o carro distante, engolido pelas sombras densas das árvores. O motor morre em um sussurro, e o silêncio da mata me engole. Saio devagar,

