Maldita seja, Isabela.

1070 Palavras

Eu me afasto da janela, sentindo um peso inexplicável apertando meu peito. A frustração é uma constante, como um nó que não consigo desfazer. O calor me incomoda, e a exaustão me invade. O banheiro tem chave, e isso é o que me dá coragem para tomar um banho e tentar descansar. Levo tudo para o banheiro, organizo as coisas no balcão e volto para o quarto para pegar uma camisola. Ela é grande, de flanela, e me traz um alívio silencioso. Coloco a calcinha, pego a toalha e vou para o banheiro. Tranco a porta com a chave, como se pudesse, com esse simples gesto, afastar um pouco de tudo o que me sufoca. Tiro as roupas que já estão coladas no meu corpo suado e me deixo envolver pelo jato forte da água. O calor se dissipa dos meus ombros tensos, mas a tensão interna permanece. Fecho os olhos e

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