Edras não falou comigo no dia seguinte. Nem na semana que se passou. Quase não o via. E quando isso acontecia, era como se eu não existisse para ele. A raiva que Edras havia guardado estava ali. Estava em cada centímetro daqueles músculos e daquele rosto perfeito. Estava presente nas reuniões em que era obrigado a se dirigir a mim. Voltei a dormir em meu apartamento, tentando evitar a presença de Edras. Tentando evitar a dor que a falta daquele sorriso e da arrogância e de tudo me causava. Virei o corredor e lá estava ele. Fazendo o que quer que fosse, as mãos nas costas, asas abertas e as sombras a seu redor. - Vai me ignorar até quando? - perguntei quando ele passou por mim, me virando em sua direção. Edras se virou. Muito, muito devagar, e me observou. Não podia dizer que havia

