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1735 Palavras

A viagem estava sendo longa, a noite já tinha caído, a brisa fresca batia contra o meu rosto, acariciando-me. O barco se remexia na água e eu não conseguia pegar no sono. Ouvia os passos dos marujos no andar de cima, o som do vendo, da água batendo contra o casco. O som da respiração de Nataniel. As velas estavam apagadas — o mar ficava agitado a noite, e eu me mantinha deitada ao seu lado, vestida com uma camisola branca que ia até os meus pés e os cabelos soltos. Nataniel dormia encolhido na ponta da cama, calmo e com uma respiração cansada e monótona. Seus dedos estavam embaixo dos seus dedos, esmagados. Era estranho dividir uma cama com ele agora e mesmo que eu quisesse antes, agora o calafrio percorria a minha espinha e me deixava nervosa. Eu sabia que uma hora ou outra aconte

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