Gael estava no seu apartamento sentado na cama, olhando a mesma foto, todos os dias ele olhava aquela foto de uma maneira a encontrar um consolo. Já se passaram anos, mas ela ainda era a dona do seus pensamentos.
Ele nem percebeu quando sua irmã entrou no quarto.
Mari: Olhando essa foto de novo?
Gael: Sim, Mari
Mari: Não gosto de te ver assim, queria que você a encontrasse, para ser feliz de novo.
Gael: Eu também queria, mas as vezes tenho medo de encontra-la e vê que me esqueceu que está com outro.
Mari: Ela estaria com quantos anos hoje?
Gael: 23. A minha pequena hoje estaria com 23.
Mari: Por que não tenta procurar de novo. Quem sabe agora tem alguma informação? Tentou confortar o irmão.
Gael: Eu a procurei por anos. Quando ela completou 18 anos eu fui lá, me disseram que os pais a levaram para viajar e ninguém sabia o lugar.
Mari: E depois?
Gael: Eu esperei por meses, contratei um investigador e soube que ela não estava mais no colégio, fui até a casa dela e não a encontre, uma tal de Tereza disse que ela estava na Austrália e procurei por anos e nada. Cerca de um ano atrás a vovó faleceu não tive mais cabeça.
Mari: Foi aí que você desistiu ?
Gael: Sim, estou seguindo com a minha vida, se fosse para acontecer teria acontecido.
Mari: Acontece que você ama essa mulher e não vai ser feliz com outra enquanto ela estiver no seu coração.
Gael: Estou tentando, mas mudando de assunto, como estão você e Cris?
Mari: Estamos bem, estamos felizes.
Gael: Que bom, minha irmã. A mamãe confirmou com você de amanhã ?
Mari: Contra a v*****e dela, mas sim ela confirmou e o James chega daqui a pouco .
Gael: Eu sei, ele já deve estar chegando.
Mari: Sim, ele está noivo você sabe né?
Gael: Eu sei, ele pediu a Bel em casamento ontem.
Mari: A mãe dele vai surtar. Comentou aos risos.
Gael: Vai mesmo. Riram
Mari: A Bel é linda, doce, simpática, como ela pode não gostar dela?
Gael: Eu também não sei, o que me é estranho é a irmã que ele tem que nunca vimos.
Mari: Verdade. Bom, eu vou para casa.
Gael: Tudo bem. Eu vou tomar um banho. Foi até a irmã abraçou
Gael foi tomar banho e Mari ia saindo quando a campainha tocou. Ela abriu a porta e deu de cara com quem não queria.
Danna: Oi cunhadinha
Mari: Oi.
Danna: Cadê seu irmão ? Disse entrando.
Mari: Ele está no banho, eu já vou.
Danna: Pode deixar que agora eu cuido dele. Disse sínica
Mari: Bom, Tchau! Não gostava dela, mas tinha que respeitar a escolha do irmão.
Danna: Tchau, cunhada.
Mari não falou nada, ela não gostava nem um pouco da noiva do irmão, ela era a*******e, prepotente se achava superior aos outros. Sabia também que o irmão não era feliz, só estava tentando não viver sozinho e queria esquecer a mulher que amava desde de criança.
Gael saiu do banho e encontrou Danna sentada na sua cama.
Gael: Oi, Não sabia que estava aqui
Danna: Encontrei com Mari na porta, quis fazer uma surpresinha.
Gael: É mesmo ? Que surpresinha ? Ela se aproximou dele colocando os braços no pescoço dele.
Danna: Faz tempo que a gente não fica sozinho, namorado sabe? Eu sinto saudades.
Gael: Danna..... ele sabia do que ela estava falando, mas não queria t*****r com ela agora .
Danna: Vamos bebê. Disse e foi tirando a roupa pra ele. Ela se jogou nos braços dele e começaram a se beijar, ele fechou os olhos querendo não pensar no que faria, mesmo não estando afim faria para agradar a Danna, mas ao fechar seus olhos, foi na sua Ray em quem ele pensou.
Após o banho Rayla está deitada olhando a foto dele, ela pensava nele a todo tempo. Nunca mais depois que ele foi embora conseguiu abrir seu coração novamente, nunca mais se entregou a ninguém,não confiava nas pessoas.
Rayla: Preciso seguir a minha não posso continuar pensando em você, você fez o mesmo que os meus pais, você me abandonou Gael. Disse a si mesma olhando a foto. Abriu a caixa e de lá tinha outras fotos dos dois, começou rasga-las, não iria mais se deixar enganar por ninguém, não queria lembranças dele, iria segui sua vida e nessa nova etapa ele não estava incluso. Ouviu barulho na porta se abrindo era seu pai.
Ricardo: Filha, podemos conversar? Perguntou sem jeito.
Rayla: Claro. Ele entrou e sentou na cama perto da filha.
Ricardo: Seu irmão está chegando em poucos minutos.
Rayla: Saudade do James. O irmão era a única pessoa que a visitava em Londres, quando mais novo ele não podia ir, mas assim que ganhou Independência financeira passou a ir ver a irmã. Ele era dois anos mais novo que ela.
Ricardo: Ele e a noiva vão ficar aqui .
Rayla: Não sabia que ele é Bel tinham ficado noivos.
Ricardo: Ele a pediu ontem, sua mãe ainda não sabe, vai aproveitar o jantar de amanhã para anunciar a todos.
Rayla: Entendi, esse jantar quem vem?
Ricardo: A família de Bel e a familia do noivo da sua prima.
Rayla: Por que a família dele?
Ricardo: Todos são muito amigos.
Rayla: Entendi. Disse pensativa já prevendo se sentir deslocada.
Ricardo: Daqui a pouco ele está chegando eu vou busca-lo. Você quer ir?
Rayla: Eu vou terminar de arrumar minhas coisas. Apesar de querer ir, não se sentia confortável com esse pai que se mostrava carinho e arrependido.
Ricardo: Tudo bem. Disse e ia saindo quando a filha o chamou.
Rayla: Ricardo
Ricardo: Sim?
Rayla: Eu quero reformar meu quarto.
Ricardo: O quarto é seu querida, pode mexer do jeito que quiser, eu quero que se sinta em casa.
Rayla: Obrigada. Agradeceu, embora no fundo soubesse que nunca se sentiria em casa, ali não era sua casa, nunca seria. Ela não tinha um lar. Ela não tinha referência de infância feliz.
Ela não via aquele lugar como sua casa, assim como o lugar que morou por anos, o colégio interno, onde sofreu bullying e foi enganada pelo homem que entregou seu corpo e seu coração.