Isabella Narrando
Meu turno acabou a meia hora atrás mais eu tava atendendo um homem muito lindo por sinal que caiu de moto a 45 minutos atrás, ele falou que mora na Rocinha mais não tá metido com o tráfico nem nada, mais mesmo assim ele parecia ser suspeito já que perguntava muito sobre a minha pessoa.
— tchau Lia — seu carro tava do lado meu e ela tava indo embora eu acho
Lia: tchau, mais eu tenho plantão — fiz cara de "putz coitada"
— baah, bom trabalho então — ela agradeceu. Entro no carro e coloco o sinto, antes que eu ligasse o mesmo meu celular toca, era um número desconhecido, pego o mesmo e atendo.
Ligação on
— alô? — falo enquanto ligo o carro, mais logo desligo o mesmo quando escuto aquela voz
Jp: quanto tempo bebê — era o João, meu ex que até em tão eu nunca soube que era dono da Rocinha
— como conseguiu meu número? — ele ri
Jp: tá vendo o cara que tá a sua frente? — olhei reto e tinha um homem encostado na parede da frente do hospital com um cigarro na boca me olhando, era o meu paciente que caiu de moto — viu? — agora olha pro lado direito — olhei e bem de longe tinha um banco público e outro cara me olhando
— oque você quer? — perguntei sem paciência pegando minha arma
Jp: volta pra mim — ri debochando
— me deixa em paz ou eu mato eles! — falei impaciente encarando o homem a minha frente
Jp: continua a mesma só ta se escondendo atrás de uma porta de hospital — bem no fundo depois dele falar isso eu escuto a voz do Lucas meu paciente de hoje mais cedo — cara deixa ela, ela já é passado — escutei isso — tá vendo esse moleque?, Ele não sabe quem é você — tava ficando com falta de ar — você sabe quem é ele Isabella? — demoro um pouco pra responder com medo de falar algo que o prejudique mais falo
— sei é o Lucas — só falo isso e ele ri
Jp: só isso?, Ele não te contou o resto? — fico confusa
— não sei do que você tá falando — minto
Jp: Lucas Souza Lima — meu coração disparou na hora, sei quem era ele, irmão mais novo da Lorena, eu não sabia oque fazer
— deixa ele ir — falei preocupada
Jp: por que? — debochou — ele que veio até mim — como ele pode fazer isso?
— f**a-se, deixa ele sair daí — ele riu novamente — você só sabe rir seu filho da p**a? — falei com raiva
Jp: só não esquece de vim buscar ele se não ele morre — desligou na minha cara. É isso que ele quer? Então tá.
Ligação off
Ligo o carro e saio dali o mais rápido possível. Tinha um carro escuro me seguindo, não posso deixar que ele me siga até em casa. Pego o caminho até o morro, eles não podem passar de um certo ponto, é a regra dos morros. Consigo chegar em casa sem ninguém na minha cola. Entro no meu apartamento e fecho a porta trancando.
— oque eu vou fazer agora? Não posso me envolver com isso. — meu coração tava acelerado. João é meu ex, meu pai não sabe e se saber me mata, eu nunca soube que ele era rival do meu pai nunca mesmo e quando soube terminei com ele na hora só que daí minha vida se tornou um inferno, fui ameaçada, minha família foi e eu não arriscaria perder eles nunca.
Preciso eliminar qualquer coisa que tenha aqui que me ligue a minha família. Vou pro meu quarto, entro no closet, pego uma mala grande e abro o esconderijo, pego alguns papéis que podem ligar meu passado e coloco tudo na mala, pego todas minhas armas e coloco também, pego tudo que tinha lá dentro e coloco na mala. Saio dali e faço outra mala só que de roupa, caso eles comecem uma guerra eu vou ser obrigada a voltar pro morro e sei que João é capaz de vir me buscar nem que eu esteja no inferno.
Meu celular toca novamente, vou até minha bolsa e pego o mesmo. número desconhecido deve ser ele de novo.
Ligação on
— oque você quer? — era ele só pela sua risada
Jp: se você olhar pela janela leva um tiro, se sair daí também — falou curto e autoritário
— eu vou matar qualquer um que entrar aqui — falei ameaçando ele mais não adiantou de nada
Jp: você é minha e se tu se juntar com teu pai eu te mato
— oque você quer em? Sequestrou um garoto pra atingir meu pai?.. — ele me interrompeu
Jp: seu pai matou meu irmão tá lembrada?, Você tava lá
— você nunca me amou por que isso agora?
Jp: o plano não era te amar, era te conquistar e te usar contra seu pai, mais o trouxa aqui era mais novo e se apaixonou
— f**a-se, eu nunca te amei — gargalhou
Jp: claro que não, tanto que transou comigo
— não precisa amar pra f********o, você mesmo sabe disso, come uma mulher a cada segundo
Jp: claro que não, mais você me ama eu sei que sim — ri sarcástica
— amar? Você? — ri que nem ele — nunca!, minha vontade é de te matar
Jp: vai negar Isabella? Tá me ameaçando? — falou bravo
— tô!, Tô te ameaçando e aí? — desafiei o mesmo
Jp: não vou te matar, mais fica esperta qualquer dia você tá atendendo um vapor meu na sua sala — se referiu ao hospital
— como se minha roupa de médica não fosse a prova de balas né
Jp: oque quis dizer com isso?
— o jaleco que eu uso não é só um jaleco branco e sem graça, toda princesinha tem uma arma na cintura — falei princesinha por que todos me chamavam assim inclusive ele
Jp: hora, hora, hora, a princesinha ainda é aquela?
— deixa o Lucas fora disso e vamos resolver eu e você
Jp: acha que eu vou deixar uma pedra preciosa como ele? — escutei Lucas gemer de dor — a luta era entre eu e o seu pai, mais você é vigiada pelos vapor dele, seu irmão o Gabriel que você nem conhece direito é esperto de mais e nem sai do morro dele, então oque me sobrou era os filhos do Thiago, Guilherme é que nem o Gabriel, Lorena aquela gostosa que meu deus só sai com alguém, e Lucas — riu — Lucas é a isca perfeita nisso tudo
— essa luta deixou de ser sua e do meu pai
Jp: é nossa? — revirei os olhos — quer dizer que ainda me ama
— eu nunca nem te amei, queria você longe agora quero sua cabeça — assim que terminei de falar, Lucas gritou — FILHO DA p**a DEIXA ELE EM PAZ — gritei mais não adiantou nada, não aguento mais, meu coração ferveu, eu precisava matar alguém, de preferência João
Jp: quer o moleque? Vem buscar, caso contrário ele continua sobre meus cuidados — soltou uma gargalhada — ou melhor, sobre os cuidados da minha arma
Ligação off
Minha mão tava pulsando, ele acha que é quem, aaaah que raiva. Dei um soco na parede, logo em seguida vários
— EU ODEIO ISSO! — dei três socos, minha mão já sangrava — isso, eu preciso ver sangue.
[...]
Término de arrumar minhas malas e começo arrumar o resto, nada pode ficar aqui e dar ideia de que eu voltei pro morro.
Saio do meu apartamento e vou até a casa da minha vizinha pegar a mel, nunca iria deixar ela pra trás. Bato na porta logo os garotinhos abrem.
— Oi vim pegar a mel — eles me olham triste, eles adoram ela
Vizinha: Oi, a mel tá ali — chamou ela e ela veio correndo
— eu vou passar uns dias fora, ela vai ir junto — eu não tinha tempo — desculpa tô atrasada
Sai dali o mais rápido, preciso ganhar tempo. Largo a mel na sala e vou pro meu quarto, olho pela janela e eles ainda estão ali, não posso dar mancada e começar um tiroteio no meio da rua. Coloco comida e água pra mel e pego minhas malas colocando elas na sala.
Ligo pra Lorena.
Ligação on
Loh: alô, Isa?
— xiiii, Lorena onde você tá? — saio pela casa pegando todas as fotos
Loh: que foi menina?
— não tenho tempo, preciso te ver
Loh: vai vim pra minha festa?
— acho que não vai mais ter festa Lorena
Loh: que? Vai sim
— entendeu?
Loh: sim, você quer me ver
— ninguém pode saber e você precisa ir na minha casa, entrar no meu quarto e pegar a chave no meu closet dentro de uma caixinha azul, bem do lado dessa caixinha tem outra caixa que seria pra guardar jóias só que tem vários celulares descartáveis, você precisa pegar três..
Loh: como eu vou fazer isso já tá de noite sua mãe vai tá dormindo
— não! Minha mãe fica na banheira até 00:00. Faz isso e não fala pra ninguém
Loh: seu quarto tá trancado
— abre com um grampo, tem uma mesinha quase do lado da minha porta, lá deve ter alguma coisa pra abrir a porta.
Loh: nossa parece que você já foi lá depois que se mudou
— Isso que eu falei agora é 2 anos treinando as coordenadas da minha casa se estivesse invadindo
Loh: aaah ok
— não deixa nenhum vapor te ver ou seja, o vapor que vigia sua casa, Dudu, Kaká, 66, Eric e Diogo
Loh: só esses?
— sim, eles são os de confiança do meu pai eles alertam tudo. Já era pra você saber disso não?
Loh: não me envolvo com isso
— tá bom fica esperta aí
Loh: tá mais pra que tudo isso?
— Lorena só pega três celulares dentro da caixa, a minha chave na caixinha azul e eu ligo pra um dos três celulares que você pegar por que provavelmente tem alguém escutando a nossa conversa
Loh: alguém quem?
— eu não sei, só faz isso, amanhã bem cedo eu te ligo ok?
— tá bom tchau
Ligação off
Enquanto eu falava com ela peguei todas as fotos da casa e coloquei em um balde de alumínio pra queimar. Pode ser besteira mais João comanda dois morros e ainda por cima tem um pequeno grupo de militares na Europa eu não quero colocar a minha vida em risco e nem a do morro, eu tenho uma dívida com a mãe do João, meu pai tem uma dívida com João, tudo gira em um só tempo.
Olho de novo pela janela e o carro não tá mais ali, ótimo.
— mel! — chamo ela e a mesma vem correndo — a gente vai pra um lugar novo e barulhento — mel não gosta de barulho imagina os tiros.
Eu não queria voltar pro morro mas lá é o único lugar que eu vou tá segura, João é capaz de me matar e eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com Lucas mesmo eu não conhecendo ele direito.
Preciso trocar de roupa já que eles me viram com essa, preciso engana-los e trocar de carro também.
Pego uma calça preta rasgada no joelho, eu só tinha essa preta já que trabalho em um hospital, quase todas minhas roupas são brancas e azuis. Coloco uma blusa de manga e longa preta, meus Vans e volto pra sala. No meio do caminho escuto um barulho que a mel não iria fazer.
— mel? — tava tudo em silêncio, ando de vagar até a sala e de repente um barulho surge e mel começa a chorar, ou tinha alguém na minha casa ou mel tava louca.
..— parada. — assim que chego na sala um homem alto, moreno, bem bonito surgiu do corredor com a mel no colo e com uma arma apontada pra mim, era um dos meus pacientes de hoje mais cedo, certeza que João mandou ele.
— larga ela! — mandei, minha bolsa tava a milímetros de mim, minha arma tava lá.
..— agora eu entendo por que o chefe é caidinho por você — falou safado enquanto me olhava de cima a baixo
— vai fazer oque? — dava leves passos enquanto ele falava e desviava o olhar, eu já tava do lado do sofá e minha bolsa tava em cima do mesmo
..— você é tão gostosa, acho que o chefe não desconfiaria se eu demorasse um pouco — tudo que ele falava não me dava medo afinal sempre quando um inimigo do meu pai me achava ele sempre falava isso, dizia que eu era gostosinha, que tava louco pra me comer, homem não pode ver uma v****a.
— tá dizendo que vai me comer? — ri — isso não me intimida mais, tenta. — ele soltou a mel olhando pra mesma, em um movimento rápido peguei minha arma de dentro da bolsa e apontei pra ele — ou solta a arma ou eu atiro — eu tava aliviada por ele ter soltado a mel caso contrário ele poderia usá-la pra mim fazer oque ele pedisse.
..— calma princesinha, somos todos do mesmo time — falou calmamente vindo na minha direção, eu não queria atirar nele, qualquer barulho e alguém chamaria a polícia
— não chega perto se não eu atiro — falei nervosa, eu poderia ser presa se matasse ele aqui.
..— você não tem coragem, ou tem? — quando eu percebo ele pega minha arma e me agarra bem forte, eu não conseguia me soltar
— me soltaa! — gritei mais não adiantou de nada, mel começou a latir
..— cala boca cachorra! — gritou pra mel e apontou a arma pra mesma
— tá bom, tá bom, espera — falei com medo de perder ela — eu faço oque você quiser — querendo não sentir oque senti na minha b***a, seu p*u estava duro.
..— vai fazer oque eu mandar? — falou no meu ouvido, assenti com medo, eu já esperava o pior
— só não machuca ela por favor — ele me arrastou até meu quarto e me atirou em cima da cama
..— tira roupa! — mandou com a arma apontada pra mim, tirei meus tênis, minha calça e minha blusa ficando de peças íntimas — nossa, João tem razão quando falou de você, s***s fartos, pernas lindas.. sorriu safado.
Se eu não fosse mesmo filha do crime não teria armas por toda parte da minha casa. Em baixo do meu travesseiro tem uma arma com silenciador, matar ele aqui é arriscado mais se eu não fizer isso eu vou ser estuprada e ele pode chamar o João.
Fico pensando enquanto ele tira a roupa, devo mata-lo?. É arriscado de mais.