Hazel Eu não era boa em lidar com os meus sentimentos, nunca fui. Tinha o péssimo hábito de fugir ou afastar as pessoas quando as coisas ficavam ruins. Eu não queria fazer isso agora, por mais que minha mente gritasse para eu pegar um ônibus e voltar para Oklahoma. — Hazel, você tem alguma dúvida? — A July, gerente do restaurante, falou. — Não, eu entendi bem. O meu trabalho consistia em me exibir e sorrir para os ricaços enquanto anotava os pedidos. Todas as gorjetas que ganhávamos eram nossas, então se o atendimento fosse bom, as gorjetas também seriam. O restaurante era enorme e tinha área de jogos, bar e piscina. Todos ali eram visivelmente ricos, dava para ver pelos carros no estacionamento. De Mercedes a Ferrari, qualquer um carro ali valia mais do que minha vida inteira. —

