LUCY Acordar na minha própria cama, com sol batendo na janela, o cheiro de café vindo da cozinha e um silêncio gostoso de paz… Era quase surreal. Depois de hospital, tiros, cirurgias e tanta dor, estar viva e bem parecia um milagre — ou melhor, um recomeço. Eu ainda precisava manter repouso por causa do descolamento da placenta. Nada de esforço, nada de estresse, nada de “aventuras”. A médica foi bem clara: meu corpo precisava de calma. Mas o que ela talvez não soubesse é que meu coração estava calmo como nunca. Porque eu tinha o Jayme. E o Arthur. Dois amores que me ajudavam a curar não só o corpo, mas tudo por dentro também. O Jayme não deixava faltar nada. Café da manhã na cama, água de hora em hora, travesseiros estrategicamente posicionados atrás das costas e, claro, muito carinho.

