CAPÍTULO 36: GOLPISTA TAMBÉM SANGRA?

1518 Palavras

JAYME O celular vibrou sobre a cômoda. Eu nem queria olhar. Estava nos braços da Lucy, o Arthur dormia no quarto ao lado e o mundo, por um instante raro, parecia certo. Mas a tela piscava o nome dela. Catarina. O “bebê”. Atendi com o coração pesado. — Jayme... — a voz do outro lado veio trêmula, um sussurro. — Preciso de você... por favor. Eu tô sangrando... tô sangrando muito. Eu tô com medo de perder o bebê. Me ajuda. O chão saiu dos meus pés. Levantei num pulo. Lucy também. — O que foi, Jay? — ela perguntou, o rosto preocupado. Não consegui dizer nada. Só olhei pra ela. E odiei o que vi refletido nos olhos dela: decepção, medo, desamparo. Peguei a carteira, as chaves, e saí quase tropeçando na porta. --- O trânsito parecia ainda mais lento do que o normal. Minha cabeça puls

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