Josué Me olho no espelho vestido com o terno caro que a Nadja me fez comprar. Eu fico bonito de qualquer jeito, mas chique assim fiquei um filé. Nadja me vira para ela e esconde com o dedo o risco que tenho na sobrancelha. — Não importa o quanto eu tente mudar sua aparência, sua cara de bandido é inegável. — Ela suspira. — Não dá para fazer plástica agora, então só tente não falar palavrão, não leve roupas com imagens de maconha e armas, não me olhe como se quisesse me comer e cante louvores quando estiver sozinho para eles não acharem que você só faz essas coisas na frente deles. — Como eles vão saber que tô cantando? — Canta num tom mediano quando estiverem em outros cômodos da casa, quando se aproximarem você finge surpresa, fica meio envergonhado e para de cantar. — É muita cois

