Josué Bebo uma latinha de cerveja enquanto olho para favela daqui do meu terraço. Sou praticamente um rei com um reino, mas porque isso não me satisfaz? A cada dia, me sinto mais vazio. Como se a quantidade de sangue no meu coração estivesse diminuindo. — Josué… — Nadja me chama e olho para trás. Ela tá tão perto que quase me assustou. As mãos dela estão ensanguentadas. — Terá que levar a Bruna para o hospital. Eu deformei o rosto dela com socos. — Você só me traz problema — rosno como um animal raivoso e começo a descer as escadas. Nadja vem atrás de mim e pergunto: — Onde ela tá? — Jogada no chão da sala. Paro de andar ao ver a Bruninha quase desacordada, cheia de sangue na boca e sem alguns dentes. Suspiro e digo a Nadja: — Olha a merda que você fez! — Coloco as mãos na cintura.

