Alguns dias depois...
Era noite, um pequeno e redondo lago calmo parecia dormente. A casa marrom dando uma aparência de ser toda de madeira envernizada, uma grande residência que se destacava entre as outras da rua.
A fachada da casa tinha uma espaçosa varanda com uma iluminaria brilhante, uma grande janela retangular indo de ponta a ponta, expondo o interior para quem estivesse lá fora, ainda mais quando as cortinas estavam todas abertas.
Atrás dessa janela estava, a jovem Kelly observando a noite, olhando as estrelas, o lago ocupava quase toda metade do terreno frontal da propriedade, uma pequena estrada de terra a direita que seguia uma curva, dando nos portões que davam acesso a casa. Era possível ouvir o som da coruja sobre as árvores, ela estava em um galho, observando a calmaria da noite.
Kelly estava trabalhando como babá no interior de River Rild, uma cidade cercada por montanhas. Ela se assusta com seu celular tocando sobre a mesa de centro cercada por um sofá largo em forma de L. O toque de seu celular era um pop rock, o que significava que não era o seu namorado Ethan, pois o seu toque era um toque mais romântico. Ela cruza os braços decidindo se atenderia ou não, encara a tela iluminada que tremia sobre a mesa de centro
Até que estende o braço para pegar o aparelho atendendo.
Ligação On
Kelly: Alô
Desconhecido: OI, apresentou-se uma voz masculina.
Kelly: Ethan, se for alguma brincadeira.
Desconhecido: Quem é Ethan?
Kelly: Ahm quem está falando? E com quem quer falar?
Desconhecido: Com você.
Kelly: Quem é você?
Desconhecido: porque a pressa?
Kelly: olha eu não estou nem um pouco afim de falar.
Desconhecido: Se eu fosse você não falaria nesse tom.
Kelly: escuta aqui, eu estou trabalhando e você está atrapalhando meu serviço, estou ocupada.
Desconhecido: Não está não.
Kelly sentiu algo r**m, um calafrio percorrer seu ombro, ela se senta toda desconfiada, não sabia quem poderia está do outro lado da linha, se era algum trote.
Kelly: Ah é?
Desconhecido: você não está fazendo nada, a não ser sentada nesse momento.
Kelly: è mesmo? Acho que ligou para pessoa errada.
Desconhecido: Não liguei não. Você já olhou a pequena Emilly? Falou com uma voz clássica de filme de terror. Você não deveria tomar conta dela, deixou a pequena criança sozinha?
Sua fala despertou um susto frio de acelerar o coração. Ela levantou-se num pulo do sofá, toda trêmula, com olhar preocupado, olhando e em volta da sala, e nos cantos da casa silenciosa. Decidiu manter um tom sério e debochado no telefone, mesmo que suas emoções quisessem o contrário.
Kelly: E como você sabe? Quem é você?
Desconhecido: Me diz você, quem acha que sou?
Kelly: o que você quer comigo?
Desconhecido: Eu não sou ninguém.
Kelly: Bom então sr. Ninguém eu vou desligar uma boa noite.
Ele dá uma risada macabra que a deixou amedrontada.
Desconhecido: Em poucos segundos você não será mais nada além de ossos enterrados debaixo da terra.
Kelly: Você está me ameaçando? Eu vou chamar a polícia. Ou é alguma pegadinha?
Continuou temerosa, cruzando a sala em seus passos vagarosos e silenciosos, com medo de denunciar os seus movimentos.
Desconhecido: pegadinha? Acho que você não está com tanta sorte assim.
Kelly: você não está me assustando.
Desconhecido: Estou sim.
Ela engoliu seco, andando lentamente, pegou um atiçador próximo a lareira. Estava completamente assustada, mas atenta a qualquer sombra ou movimento durante o silencio mórbido.
Kelly: Eu vou chamar a polícia.
Desconhecido: Acho que ela não a ajudou muito quando precisou não é mesmo Kelly, a polícia seria a última coisa que iria querer por perto, pelo que já aprontou. Ele dá uma risada que a deixa arrepiada, como ele sabia assim da sua vida.
Kelly: O que você quer?
Desconhecido: Vamos brinca um pouco.
Kelly: eu não quero brincar.
Desconhecido: Mas eu quero, eu adoro brincar com facas. O que aconteceria com a pequena Emilly se eu a machucasse?
Kelly: você é louco. Você não vai fazer nada com ela, só por cima do meu cadáver.
Desconhecido: Gostei da idéia.
Kelly: eu vou desligar.
Desconhecido: se você fizer isso, vão precisar de sua arcada dentária para identifica-la.
Kelly: Pare de ficar me assustando.
Desconhecido: pensei que não estava assustada.
Kelly: achei que estava me vendo.
Desconhecido: você é quem ainda não me viu. Uma casa silenciosa, um louco no telefone uma criança dormindo, uma cena de terror perfeita não acha?
Kelly: vai se catar, eu tenho mais o que fazer.
Desconhecido: qual o seu filme de terror favorito?
Kelly: pra que você quer saber?
Desconhecido: para saber como vou lhe matar.
Ela começa a rir de tão nervosa que estava, ela queria era disfarçar seu medo, mas não queria perder a pose. Não queria dar a ele o gostinho de que estava com muito medo.