Após todos se apresentarem, os professores que estavam nos postos de jurados, avaliaram todas as apresentações de todos alunos para chegarem num consenso de quem passaria para a próxima etapa.
Aguardamos cerca de meia hora pelos resultados, mas parecia uma eternidade, eu estava tão nervosa, queria saber logo quem havia passado para a próxima fase. E de repente, o diretor Murilo começou a falar, fez um pequeno discurso sobre todos termos ido muito bem, e que todos eram merecedores, e blá, blá, blá. E então ele anunciou os vencedores da primeira etapa, que haviam sido eu, Ricardo, Carolina, Mercedes e mais três alunos de outras turmas.
- Nós passamos. - Disse Mercedes eufórica.
- Conseguimos. - Falei.
Nós duas e Ricardo nos abraçamos e demos leves pulos festejando nossa vitória dessa fase. Ao pararmos de comemorar, avistamos Caro vindo até a gente.
- Não vão cantando vitória antes da hora, esse prêmio será meu. - Falou.
Deu uma jogada de cabelo e saiu, sendo seguida por suas amigas. Ah, eu não estava nem aí para o que ela dizia, só queria comemorar que eu, Ricardo e Mercedes estaríamos juntos na próxima fase.
Em seguida, Sebas veio nos parabenizar, estava muito feliz pela gente e nos deu total força.
- Ah, eu sabia que vocês seriam escolhidos. - Falou meu irmão com um largo sorriso.
- Obrigada. - O abracei.
(...)
Eu cheguei em casa contando a novidade para meu avô, que ficou super empolgado.
- Acho que isso merece uma comemoração. - Falou.
- Como assim? - Perguntei.
- Que tal darmos uma festa? Vocês podem convidar todos seus amigos, e eu chamo a Isa. - Deu um leve sorriso.
- Sério vovô? - Perguntou meu irmão. - Nossa, vai ser da hora. Eu amo uma festinha.
- Ah, vovô, confesso que eu gosto bem mais de ti assim, alegre e sem ser rabugento. - O abracei e ele esbanjou um sorriso tímido.
Em seguida, fui correndo ligar para meus amigos, convidei todos, a começar por Ricardo e Mercedes, obviamente os dois confirmaram presença. Após ter convidado todo mundo, começamos a encomendar e a comprar as coisas, vovô encomendou os salgados, meu irmão ficou de comprar as bebidas e eu os utensílios pra festa. E então, começamos a arrumar a nossa casa, Sebas e eu estávamos arrumando a mesa, quando o lesado do meu irmão se assustou com um inseto voador, e ao tentar se assegurar na toalha da mesa, acabou caindo e derrubou todos os pratos que estavam em cima da mesa, quebrando-os. Galileu, o Golden Retriever do meu avô estava deitado no sofá e colocou as duas patinhas nos olhos para não ver a confusão que meu irmão tinha feito.
- Sebastián, EU VOU TE m***r.
O garoto se levantou às pressas e saiu correndo, enquanto eu corria atrás dele, fiquei o perseguindo pela sala, quando de repente, escutamos a voz do nosso avô.
- Que barulho foi… - Ele chegou na sala e avistou a bagunça que o a******o do meu irmão tinha feito. - Esse?
- Adivinha quem foi. - Encarei seriamente o meu irmão.
- Foi um acidente. - Falou em sua defesa.
- Meus pratos. - Disse vovô Andrés tristemente.
- Desculpa. - Sebas abaixou a cabeça envergonhado.
Vovô se dirigiu até a bagunça, se abaixou e pegou os pedaços dos pratos, parecia bem triste. Sebas e eu nos olhamos sem saber o que dizer ou fazer.
- Minha mãe me deu esses pratos quando eu passei a morar sozinho, eram dela e eu gostava tanto, achava tão bonitos, e mesmo tendo um valor sentimental para ela, mamãe permitiu que eu ficasse com eles.
- Vovô… - Disse Sebas.
- Por que você n******e ser como a sua irmã? Por que tem que ser desajeitado, tonto e i****a? Nem parecem irmãos… - Se levantou e caminhou na nossa direção. - Luna, limpe essa bagunça para mim, por favor.
- Tá. - Respondi cabisbaixa.
Fiquei vendo -o se retirar, e depois olhei para meu irmão, que estava cabisbaixo e visivelmente triste. Dei um beijo no rosto dele, que nem me olhou e fui limpar a bagunça.
- Luna, se importa de ficar arrumando tudo? Isso se ainda houver festa depois da minha estupidez, né… Eu queria dar umas voltas.
- Tá, pode ir, mas… - Me aproximei dele. - Não liga para o vovô, ele não disse aquilo de coração, apenas está chateado.
- Mas ele tem razão, eu sou um desastre.
- Não é, não. Você é um pouquinho atrapalhado, mas não é um desastre, ouviu?
Ele consentiu com a cabeça, eu dei um beijo em seu rosto e então ele saiu de casa. Dei uma leve suspirada enquanto torcia para ele ficar bem, e então, voltei a arrumar aquela zona. Após terminar tudo, eu fui até o quarto do meu avô, onde ele se encontrava. Bati à porta e aguardei alguns instantes.
- Quem é? - Perguntou.
- Sou eu, vovô. Posso entrar?
- Entra!
Ao entrar no dormitório do meu avô, o vi deitado em sua cama, porém, ao me ver, ele sentou na mesma e eu sentei ao lado dele.
- Quer que eu cancele a festa?
- Não precisa, você não merece pagar pelo erro dos outros, e eu sei o quanto você ficou feliz com a ideia da festa.
- Fiquei mesmo. Mas…
- Tá tudo bem, Luna. Vou ficar bem, a Isa vai vir e isso vai passar. - Fez uma pausa. - E cadê o Sebas?
- Saiu, ele ficou bem triste com o que você disse, e… - Parei por um instante. - Acho que você pegou pesado, ele não fez por m*l.
- Mas fez.
- O Sebas tem um bom coração, vovô, jamais faria algo para te deixar triste ou chateado.
- Eu sei. - Ficamos um pouco em silêncio. - Ande, vá terminar de arrumar as coisas pra festa, daqui a pouco eu desço para te ajudar.
- Tá bem.
Dei um leve sorriso e voltei para a sala para continuar preparando tudo.
Faltava apenas uma hora para o horário da festa, vovô e eu já estávamos prontos, mas Sebas… d***a, ele ainda não tinha chegado, onde será que ele havia ido? Já estava ficando preocupada, ele nunca tinha saído por tantas horas sem avisar para onde ia e sem dar notícias, onde será que o meu irmão está?
Faltavam poucos minutos para o horário marcado para começar a festa, e como meu irmão ainda não havia aparecido, resolvi sair para ver se o encontrava. Fiquei do lado de fora esperando ele aparecer, quando de repente sinto alguém cobrir minha boca e me puxar.