— Hm, — Gregg a chama — vou dormir no Anthony hoje, tudo bem? — Avani pergunta à amiga, enquanto ambas iam em direção às suas salas. A noite foi longa, mas as duas dormiram igual anjos depois de uma garrafa de vinho inteira. O bom humor exalava, e elas pareciam mais felizes, prontas para mais um período, mais uma semana cheia de aulas e trabalhos. O fim do semestre não estava nem perto de chegar, então ainda teriam que aguentar muita coisa.
— Não se preocupe. - a loira responde sorrindo. - Você tem aula do que agora? A gente está andando sem rumo. - ela diz rindo.
— Eu tenho...Semiótica. E você? - diz com uma expressão de tédio.
— Prática jurídica, diz revirando os olhos. As aulas com Milena nunca eram fáceis, mas sua perseguição por Gray pareceu diminuir nas últimas semanas, parece ter se acostumado com a presença da loira. — As suas se despediram e foram para suas devidas classes, por sorte, Milena ainda não havia chego em classe, então, um ponto a mais para Olivia Gray. Sem motivos para a crítica da professora, a não ser sua dupla, que continuava sendo Richards.
— Eai, loirinha?! Chegou na hora. - diz Josh, vendo Milena chegar assim que Liv coloca sua mala no chão, prestes a se sentar.
— Se eu não chegar, ela não sai do meu pé. Estou aprendendo a lidar com ela, a loira responde com um sorriso sacana e o rapaz solta um riso de sua cara de tédio pela aula, ou melhor, pela professora.
— Só espero que ela não passe mais trabalhos, eu não aguento mais essa m***a. - Richards bufa.
— Nem fale, eu tenho que terminar uns três trabalhos ainda essa semana. - comenta aborrecida.
— Nem sei porque escolhi me formar, p**a coisa chata do c****e.
— Para perder de mim no tribunal, só se for. - ela diz sorrindo provocativa.
— Vai sonhando, loirinha. Seus argumentos são bons, mas nada se compara com os meus e as minhas provas.
— É o que vamos ver, querido. - desafia, fazendo-o rir.
— Vamos ver seu cliente sendo preso, e você tendo que me pagar uma bebida depois. - ele diz superior, se escorando na cadeira.
— Ah, vai sonhando, Richards! Meus clientes não serão presos, e é você quem vai me pagar uma boa bebida depois da saída do tribunal. Você vai perder, porque Olivia Gray - nunca perde. — Josh sorri olhando-a, esse seu jeito competitivo e confiante era algo que ele admirava na loira cada dia mais, e era inevitável a percepção sobre isso. Era engraçado que ninguém da faculdade ou dos amigos tenha notado tal semelhança nos atos deles, além do mais, a dupla sumia juntos, dormia junto, andava junto, e parecia que nada rolava. O que era ótimo para os dois, mas me faz pensar, o quão lerdos eles são. Josh e Liv nem se importavam, porque era positivo aos dois, demais. Então acabavam não perdendo tempo com isso ou nem sequer se lembrando disso.
o que vai fazer hoje? - Richards escreve no canto do caderno da loira, já que esse era o único meio de conversarem sem que Milena os matasse ou os mandasse para fora.
avani vai sair com o anthony, se quiser vir para casa. - a loira responde, logo embaixo da pergunta do rapaz, que sorri com a notícia.
tudo bem, estarei lá :)) - escreve, levantando o olhar para a loira, fazendo seus olhares se encontraram e ela solta um riso frouxo, voltando seu olhar para Milena que continua a falar com sua aula sem graça. Mas Richards ainda continuou com seu olhar fixo, até perceber onde estava e o que estava fazendo, pois no mesmo instante voltou o olhar para a professora.
As aulas passaram como tartarugas, mas enfim, o fim do dia chegou e a única coisa que Olivia queria era enfim ir para casa. Josh estava cansado, mas a única coisa que queria mesmo era correr para a casa da loira. Talvez um filme ou a série de sempre, risadas e uma boa transa, como de costume. Estava sendo uma boa rotina, um bom tempo.
Olivia Gray Vision
Assim que abro a porta do apartamento, Josh está de pe na minha frente. Uma calça jeans rasgada e desbotada, com um de seus 500 moletons e seu cabelos bagunçado de sempre. Solto um riso frouxo, olhando para ele e dou certa passagem para que entre no ap.
— Oi.
Diz ao passar por mim.
— Oi.
Respondo o sorrindo, e seus olhos caem sobre a televisão.
— Ai m***a, o que eu perdi? - exclama preocupado, se sentando no sofá.
— Nada perdeu nada, solto um riso frouxo. Comecei esse episódio há uns dois minutos antes de você chegar. - tranquilizo-o me sentando ao seu lado.
— Ah, tudo bem. Se você assistir de novo sem mim, me liga, ou e resume o que aconteceu. Quero estar a par do que o Driss fez. - solto uma risada frouxa, e fico consideravelmente feliz por suas palavras, já que além de ser o único que aceitou assistir essa série comigo, está se interessando por ela, apesar de não estarmos entendendo muita coisa, melhoramos desde o início.
— Não se preocupe, te mandarei com detalhes, qualquer coisa. - digo o tranquilizando, e ela sorri satisfeito.
— Tudo bem, ainda não entendi o problema da Jeanne, ele confessa.
— Também não, depois pesquiso. Mas eu m*l entendi a história direito. - digo soltando um riso frouxo, e o mesmo concordando sorrindo e me olhando. Assistimos mais alguns episódios, e Josh solta um suspiro frustrado e desliga a tv, sem nenhum aviso.
Josh Richards Vision
— Ei, ainda não acabou, reclama ela.
— Loira, suspiro.
— A gente tem que parar agora, antes que minhas calças rasguem e eu fique doido. Seja reprovado.
— Reprovado por quem? - ela ri frouxo.
— Sei lá, Conselho de Homens? Eu só preciso dos seus beijos logo, loirinha. Confesso e vejo-a sorrir. É sério, estou precisando de você.
— Então você é homem demais para assistir essa série francesa?, diz em tom sarcástico, arqueando suas sobrancelhas.
— Não, reviro os olhos. Sou homem demais para perder tempo assistindo, sendo que meu p*u está chegando a doer.
— Que pena, ela provoca, me roubando um selinho. Você venceu, vamos para o quarto e não quero nenhum rastro seu nesta sala. - diz se levantando.
— Você quem manda, loirinha. - digo me levantando, e a seguindo até o quarto, finalmente. Sigo-a até o quarto, assim que fecho a porta atrás de mim, a loira está parada à minha frente e sorrio vendo-a ali. Ela dá uma risada, e me perco dentro do seu olhar, enquanto me aproximava dela lentamente. Estávamos parados a centímetros de distância e a loira dá a primeira tacada, passando suas mãos pelo meu peito e as posicionando ao redor do meu pescoço. Minhas mãos caminham até sua cintura, puxando-a para perto e a loira dá um impulso, vindo ao meu colo e minhas mãos descem para sua b***a grande e redonda, segurando-a e assim colamos nossos lábios em um beijo quente, mas calmo, aproveitando. Inspiro leve e a coloco na cama, ficando por cima. Ela escorrega a mão até a parte de trás do meu pescoço e me puxa mais para perto. Deslizo minhas mãos para a parte de trás de seus cabelos, dando um leve puxão em sua raiz, fazendo-a arfar levemente.
Nossos olhos se encontraram, e puxo sua cabeça para perto de mim. Nossos lábios se tocam um um beijo retacado. Sem língua, ou urgência. Me afasto e seu olhar me transmite um calor, me fazendo até ofegar. Quando me dou conta, já estava sem meu moletom, e ela, apenas com seu shorts colado ao corpo e seu s***ã. Deslizo minhas mãos pela lateral do seu corpo, descendo seu shorts, e me livrando dele no mesmo instante. Me encaixo entre suas coxas e começo descendo beijos pela parte interna de sua coxa, fazendo-a arfar. Sua respiração ofegante me deixava louco, mais duro do que eu já estava, me deixando até sem saber como isso era possível.
Avani: Oi!, grita. Vim pegar minha bolsa. Esqueci de levar comigo para a casa dos meninos. — Levanto ligeiramente minha cabeça, ainda encaixado entre suas pernas, tirando minha boca de seu c******s mais deixando a centímetros de distância. A loira me passa um olhar assustado, me fazendo soltar uma risada fraca. Quando os passos de Avani se aproximam do corredor, sinto a tensão e o pânico de Olivia apenas por seu olhar e posição.
— Olivia?
Vejo seus lábios se prensarem, e rio da loira que me manda um dedo do meio como resposta. Ela teria que responder, ou Gregg não sairia dali tão cedo, poderia até mesmo abrir a porta e questionar o porquê de estar fechada e sem resposta, Gray deveria conhecer melhor sua amiga.
— Olivia?, retoma. E dessa vez, batidas na porta, o que deixam o ar ainda mais tenso e seu olhar de desespero pedia ajuda. Arrasto minhas língua sobre seu c******s, e seus olhos se arregalam de horror, pois havia soltado um leve gemido, em fazendo soltar um riso.
— Eu estou ouvindo, sei que está ai, Olivia! — ela acusa a amiga. Gray limpa sua garganta antes de começar a falar.
—Ah, é, estou aqui. Desculpe, eu estava...- ela se perde, ao sentir meus lábios na parte de sua a******a. E esquece mais uma vez o que é falar ou como falar. — Ai...Deus, eu estava...arfa. Estava distraída. - diz e uma pausa e um silêncio fica no apartamento.
— Olivia..., a amiga começa do outro lado da porta. Estou te interrompendo?, diz em tom de dúvida e ao mesmo tempo afirmando aquilo, e prossegue: Tudo bem, melhor eu ir. - e sai rindo, fazendo seus ombros se acalmarem e a tensão de seu corpo ir embora. Meus ombros começam a tremer e meu riso, incontrolável, saí contra seu c******s, o que faz a loira arquear as costas, pela vibração contra sua i********e.
— Estou saindo, estou saindo. Eu juro. - ela diz, ao escutar minha possível risada, ou a respiração ofegante da amiga. Ao escutarmos a porta do apartamento se fechando, é como se o ambiente ficasse mais leve e calmo, e não poderia conter a risada que estava louca para sair, o desespero no olhar de Gray era de outro mundo, pagaria para ver aqui quantas vezes forem precisas.
— Achei que ela não ia embora nunca, murmuro, e a loira concorda com seus olhos arregalados. — Queria ter conseguido leva-la ao seu ápice ainda com Gregg atrás da porta, mas Olivia iria querer me m***r se eu fizesse mais alguma coisa com a amiga ali atrás da porta. É um segredinho nosso, mas isso está se tornando cada vez mais difícil. Pelo que Liv contou, me parece que Cyr desconfia de algo, mas continuamos agindo normalmente desde então. Assuntos do gênero não foram mais abordados, o que nos acalma. — Em uma questão de tempo, ambos havíamos chegado em nossos clímax, e nos víamos deitados na cama. A loira em meu peito, enquanto meus braços rodeavam seu corpo com sua pele à mostra. Meus dedos acariciavam a pele nua de sua cintura, enquanto suas mãos estavam sobre meu peito, me abraçando.
— Ah, esqueci de comentar. - digo, ao ver chegar uma mensagem no meu celular, que estava na cabeceira da capa.
— Hm, ela faz sinal para que eu prossiga, enquanto apoia seu queixo em meu peito, podendo olhar em meus olhos.
—Jaden não para de me mandar mensagens, essa semana. - comento, e ela arqueia suas sobrancelhas confusa, não mostrava interesse nem indiferença, mas prosseguiu:
— Sobre?, pergunta.
— Sobre como...ele e Nessa sentem minha falta. Sabe, de fazerem parte de nossas festas e risadas, e coisas assim. Mas sempre ressaltada como tem saudades de me ter como melhor amigo e de ser meu melhor amigo, completo. Que tivemos uma história juntos, várias lembranças e não quer jogar isso fora, sabe?
— Você responde?, eu concordo e ela continua: Por que?, e eu fico em silêncio, sabia que ela teria mais coisas a dizer. —
Você não tem problema nenhum em me ignorar ou me mandar embora da sua casa, ou vida. - ela comenta.
— Primeiro, eu tenho sim. E segundo, não sou seu amigo desde a infância. - Suspiro aborrecido.
— Consegue ter um diálogo sincero?, ela pergunta se ajeitando entre meus braços e em meu peito. E eu concordo, trêmulo. Quando Olivia quer falar sério e colocar todos seus argumentos na mesa, ela não tem dó, não tem filtro, o que pode chegar a me assustar um pouco. Sua sinceridade e frieza nesse momentos são imensos e nada a para, até que termine de provar que está certa.
— Certo, está pronto para uma conversa séria?, ela me pergunta olhando em meus olhos, e sinto meu corpo tremer por isso. Não que tenha medo de Olivia, mas ela é intimidadora quando quer.
— Ele está tentando te manipular. - ela afirma com certeza em seu tom, fria e sem filtro algum. Meus olhos se arregalam com sua simples frase, e a questiono: Como assim?
— Jaden não vai parar de te escrever, e não ache que ele está nessa sozinho. Aposto que Nessa está meu ao lado dele, dizendo o que escrever ou quais a chances de você aceitar tudo isso. Você viu como ele ressalta que sente falta de te ter como melhor amigo e de ser seu melhor amigo?
— Aham, concordo.
— Sabe por quê? Porque você é esperto, é engraçado, é bonito e as pessoas babam aos seus pés. Você é o típico melhor amigo que qualquer um gostaria de ter. Você é você. Você é o Josh Richards, nunca desiste dos amigos e vive por eles. Dá o seu melhor por quem ama, e por quem gosta. Você é um i****a, mas é um i****a que qualquer um deveria ter na vida.
A surpresa transparece em meus olhos, e ela continua: E eles sabem de tudo isso, e se sentem idiotas por terem te perdido. Mas não só isso, eles sabem quão bom você é em tudo que faz, inclusive proteger e apoiar quem você se importa. Você não sai do lado de ninguém, a não ser por um bom motivo. Mas se alguém precisa ou deve ter alguém do lado, precisa de alguém como você. E eles perderam isso. - ela solta um suspiro.
— Você disse não, cansou de ser capacho e agora eles voltaram. Por que? Porque sentiram saudades? É, pode ser, tem razão. Mas talvez, por verem que você enfim está seguindo em frente, você está feliz e tem amigos que te apoiam e dariam a vida por você. Coisas que eles não fizeram quando tiveram a chance. Você está seguindo adiante, pulando para outra, eles não podem vir depois de tempos e dizer que sentem sua falta. Durante meses estiveram bem sozinhos, e agora precisam de você? Sentem sua falta? - Eu suspiro e assendo de novo, e ela prossegue novamente.
— Parte para outra, pula para a próxima. Vocês tiveram longas e lindas memórias, acredito nisso. Você me contou isso, mas nunca se pode manter uma amizade só pelas memórias passadas que ainda vivem em sua mente. Sabe quando dizem 'para sempre'?
— Sim, amizade para sempre, algo para sempre, e daí?
— Dizem isso, mas eu não acredito, ela dá uma pausa e inspira profundamente. — Acredito que o para sempre, são as memórias e não as pessoas. Não podemos nos apegar às memórias e essa ser a única justificativa para mantermos laços. Nada é para sempre, além das memórias que ficam guardadas dentro dessa sua cabecinha. — ela diz batendo seu dedo indicador na minha testa, e solto um riso frouxo e ela sorri, e continua: Sei que foram importantes para você, mas não é por isso, que você tem que baixar a guarda e voltar como um cachorrinho para eles.
— Eu não vou fazer isso. Nunca, afirmo com certeza em meu tom.
— Já é um bom começo, e você não precisa odiar eles ou eles te odiarem. Só diga...Não sei, foi bom nossas memórias e elas sempre estarão guardadas, mas estamos em uma nova fase e espero que entenda. Não quero te odiar e nem que me odeie, só não podemos voltar ao que éramos. Por minha saúde mental e meu respeito a mim mesmo. Nos respeitamos e não nos odiamos, só não somos melhores amigos, como antes. Está vendo? Fui grossa? m*l educada ou desrespeitosa?
— Foi fria, digo contendo um sorriso.
— Tem razão, mas você pode dizer mais meigo, quem sabe. - ela diz sorrindo calma, e esse seu sorriso me acalma também...
— Você tem razão. E escuta, fico lisonjeado por todos os elogios que recebi nessa sua argumentação do debate, digo fazendo a rir e se espalhar na cama. Saindo dos meus braços e se deitando do outro lado da cama.
— i****a, murmura.
— Você me ajuda a escrever algo para eles?, digo me aproximando, passando minha mão por sua cintura e colando nossos corpos, em um conchinha.
— Aham, vai ser um prazer, ela sorri. Mas eu falo o que escrever e você transforma em algo mais meigo, tudo bem?
— Se não você vai escrever como um abnt ou como uma dissertação?
— Talvez. - ela diz em tom de dúvida, afinando sua voz e encolhendo seu corpo, soltando uma risadinha frouxa e fofa. Olivia está me tirando do controle da situação e anda sendo inevitável não agir como um i****a ao lado dela. Me via cada vez mais na mão da loira, e isso me trazia milhões de outros pensamentos. Era inevitável. Mas ao mesmo tempo que passa mais um tempo ao lado dela me assustava, me acalmava e me deixava ser quem eu quisesse, entende? Me amedrontava, tenho que dizer, mas ao lado dela. Tinha uma sensação estranha e sensação de liberdade. Com ela, podia ser quem eu quisesse, poderia ser eu mesmo. Dizer tudo que pensava, sem criticas só debates. — Ela trouxe de volta algo que esqueci que havia em mim.
I. de presente para você, em especial para evellyn KKKNJ