Renata Fontes Me virei na cama em busca de mais conforto. Abracei o travesseiro e inspirei profundamente o aroma que ele exalava, era o cheiro de Flávia. Lembranças da noite passada me atingiram e percebi que o meu corpo estava dolorido. Meus lábios se curvaram em um sorriso. A noite tinha sido maravilhosa, muito mais do que eu esperava. A jornalista estava totalmente desarmada, mesmo assim, ainda tinha medo de abrir meus olhos e encarar a realidade. — Acordada? — Sua voz rouca me fez abrir os olhos. Mas ela não estava ao meu lado e sim, sentada na beira da cama. Flávia vestia apenas um blusão. Ela estava sorrindo, enquanto segurava uma xícara nas mãos, pelo cheiro, devia ser café. — Bom dia. — Falei, enquanto me espreguiçava. — Bom dia. Fiz café da manhã. — Ela apontou para a mesinha

