Quando me movi pensei em um poema que li certa vez. Eu não lembrava dele todo, mas a frase que tomou os meus pensamentos era sem dúvidas exatamente o que estava acontecendo ali. “... puseste a mão pela minha alma e passaste por debaixo das minhas fraquezas e com o teu amor, fizeste sair à luz toda a beleza que ninguém antes de ti conseguiu encontrar.” Eu apoiei as mãos nos ombros dele como queria fazer desde o começo, e mantive os olhos concentrados nos dele. Eu não ousei piscar, com medo de perder qualquer instante do brilho daquele olhar. Eu deixei o cheiro dele, agora familiar, me envolver. Ele se moveu junto comigo, buscando com as mãos, tocar a minha pele, quando me abraçou por dentro do meu casaco. Os nossos corpos se tocaram e o calor subiu pelos meus nervos. A bolha que imagin

