Bela vista

1199 Palavras
--- Dara narrando Minha cabeça tá uma confusão, eu não consigo tirar aquela cena da cabeça, e as palavras daquele homem penetram minha alma — uma mistura de medo com um d****o que invade meu corpo. Ele não disfarça seu olhar pra mim. A Luiza simplesmente sumiu com o PC sem me dizer nada. É estranho, porque a noite toda eles nem se falaram. Decido ir ao banheiro. Levanto, indo em direção às escadas, mas sou abordada. Lion: Aonde você pensa que vai? — ele pergunta de forma direta. — Tenho um segurança agora? Lion: Ainda não. Mas se ficar e for minha mulher, terá alguns. — Você é louco? Você nem me conhece. Lion: Sou experiente o suficiente pra saber que você é única. — Não perde seu tempo. Eu não me envolvo com traficante. Lion: Não vai sair daqui tão fácil, Dara. Você me provocou e agora precisa pagar o preço. Não vou deixar você descer esse morro antes de provar o que tem de melhor. Você me fascina... e eu quero mais. Você pode resistir, mas eu não vou desistir. — Você é completamente louco! Lion: Você ainda não viu nada. — Você acha que pode me prender aqui? Eu não sou sua propriedade. — falo rígida, mas ele me puxa pela cintura. E nesse momento, sinto meu corpo vibrar. Ele toca nossos lábios com delicadeza, e uma corrente elétrica percorre todo o meu corpo. Uma conexão jamais sentida antes... Seu beijo foi como um raio que me atravessou inteira. Eu me senti viva. Conectada a ele de uma forma inexplicável. Nesse momento, tudo desapareceu — exceto Lion. Seu beijo foi um chamado à minha alma. Continuamos com os corpos colados em câmera lenta. Nos afastamos e ele indaga: Lion: Você sente a química entre nós. Não ignore isso. — Ele fala e seu hálito me atrai. n**o com a cabeça. — Não! Não posso me deixar levar por isso. Você não é pra mim. Me solta. Não quero. Isso não é certo. Eu não posso ceder! Lion: Seu corpo diz o contrário. Seus lábios dizem o contrário. — Ele fala, tocando meus lábios. Seu toque me deixa em estado de alerta. Me seguro pra não avançar nele. — Preciso apenas ir ao banheiro. — falo, e ele me dá um selinho, segurando meu maxilar. Lion: Vá, mas não pense em ir embora. — Novamente crio paranoias. — Mas por quê? Lion: É perigoso ir sozinha. — Ele fala. Engulo seco. Saio de lá e vou direto para o banheiro. Me olho no espelho e respiro fundo, eufórica. — m***a! — penso alto. Me custa acreditar que estou nessa situação. É bem pior do que imaginei. Ele é o dono do morro. Ele é um traficante. Ele é minha perdição. E mesmo sabendo disso, todo o meu corpo pede o dele... --- Lion narrando O meu pensamento é na Dara a noite toda. Não consigo disfarçar meu d****o e a v*****e de ter essa mulher na minha cama. A forma que ela se move, se comporta... tudo isso me encanta. Seu jeito rígido e na maioria das vezes sem temor me faz a cada segundo querer saber mais sobre ela. Ela não vai sair daqui até eu tê-la comigo. Dara não sai daqui até que eu prove o que ela realmente significa pra mim. Vou mostrar a ela o que é ser verdadeiramente desejada. O que é sentir o fogo da paixão. Ela vai se render ao meu toque. Ela sai em direção ao banheiro e eu preciso pensar em algo. O beijo dela me fez ter ainda mais certeza de que é ela quem eu quero. Ela n******e ir embora. Eu não vou deixar. — Aê, o after é lá em casa. Convoca a tropa. — falo pro Ravi, que tá com uma das amigas da Dara. Ele chama geral e vejo o PC subir as escadas com a tal da Luiza. Isso vai dar b.o. quando a mina do PC descobrir — e eu não quero nem saber. Subiu no morro pra dar pra bandido, então que aguente. PC: Qual foi? — After lá em casa. PC: Do nada? — c*****o! Só faz o que tô mandando e arrasta todo mundo pra lá. Luiza: Você viu minha amiga? — Tá no banheiro. Vai buscar ela. Vocês também vão. Nara: Amanhã temos um passeio cedo, acho que não vai dar pra gente! — Não me importa se vocês vão ou não. Eu quero a Dara na minha casa. E se vocês forem amigas dela e quiserem ficar, ok. Se não, que se f**a também. — Falo rígido, tomo um gole da minha bebida e me afasto. Minutos depois, Sophia vem até mim. Sophia: Lion, o que você quer com a Dara? — Quero ela. Sophia: Ok… Mas e se ela não quiser? — Ela não tem essa opção. Sophia: Você vai prender a menina aqui? Tá maluco? A menina nem é do Rio. Tem a vida dela lá no Recife. — Vou fazer o que tem que ser feito, Sophia. Sophia: Você n******e fazer isso. — Você sabe que eu posso fazer o que eu quiser. Sophia: Se você machucar ela, eu vou embora daqui e nunca mais você me vê. — Qual foi? Tá apaixonada pela mina? Sophia: Não! — Melhor assim. Porque ela é minha. — falo e saio de perto. Vejo Dara subindo as escadas e vou em direção a ela. Toco delicadamente sua cintura. Ela está acompanhada das duas amigas... — Vamos. Vocês vão no meu carro. — falo, e elas me seguem. Dara está na minha frente. Seguro sua cintura, mas ela tira minha mão. Sorrio. A mina é difícil! Entramos no carro e dirijo até minha casa. Dara: Aqui é divertido. Exatamente como imaginei. — Você sempre quis vir aqui? Dara: Sempre sonhei em conhecer o Rio. Sempre achei lindo, e ele não tem me decepcionado. — Imaginou estar no carro de um traficante? Dara: Imaginei nunca chegar perto de vocês. — Está com medo? Dara: Ainda não. — ela fala e me olha. Eu olho pra ela e sorrio... — Relaxa. Não tem o que temer. Chegamos! — falo, e a casa está bem movimentada. Os caras já estão aqui. As meninas vieram com eles de moto, então chegaram na nossa frente. Nos juntamos a eles. Dara olha tudo atentamente... Dara: Bonita a casa. Você decorou sozinho? — Quer saber se eu sou solteiro? Dara: Não foi isso que perguntei. — Sim, fui eu. E sim, sou solteiro. Vem, quero te mostrar a melhor parte da casa... — falo e a levo até meu quarto. Entramos, e o barulho do som diminui ao fechar a porta. Ela olha tudo atentamente. Dara: A melhor parte da casa... teu quarto? — Cabecinha maldosa. É aqui a melhor parte da casa. — falo, a levando até a varanda, que dá uma vista incrível pro morro. Dara: Realmente... muito lindo. — ela fala, e eu me posiciono atrás dela, coloco seu cabelo de lado e beijo seu pescoço lentamente... — Só não é mais lindo que você. — Sinto seu corpo vibrar e me desejar tanto quanto a desejo... ---
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