Marco saiu do restaurante com o maxilar travado e os punhos cerrados, como se cada passo fosse impulsionado por um impulso mais antigo do que a raiva: posse. Aquela conversa com Khaled não saía da cabeça. O príncipe saudita ousara dizer para ele se afastar de Eva. Como se tivesse esse direito. Como se ousasse rivalizar. Marco não tinha provas, mas a simples possibilidade de que Eva e Khaled tenham mantido contato por todos esses anos fazia algo dentro dele incendiar. Ciúmes. Puro, corrosivo e incontrolável. Dirigiu em silêncio, cortando a cidade feito lâmina, até parar em frente ao hotel. O próprio. Entrou como quem não devia satisfações a ninguém, pegou a chave mestra na recepção sem dizer palavra e subiu direto para o andar da suíte. Não bateu. Girou a maçaneta e entrou. O quarto

