O relógio marcava exatamente oito da manhã quando a campainha do andar privativo soou. Marco ergueu os olhos do notebook, sem urgência. Já sabia do que se tratava. Levantou-se, ajeitando o paletó, e atravessou o escritório silencioso com passos calculados. Ao abrir a porta, encontrou um homem de terno escuro, expressão neutra, segurando uma maleta de couro e um envelope pardo. “Sr. Santini?” Marco assentiu. “O laboratório pediu que essa entrega fosse feita pessoalmente.” O homem entregou os documentos. Marco os pegou sem olhar. “Pode deixar a maleta. A senha de acesso?” “Está no verso do laudo, senhor.” Marco fez um gesto breve com a mão, dispensando o mensageiro. A porta se fechou atrás dele com um estalo seco. Por alguns segundos, Marco ficou apenas segurando o envelope. O p

