Capítulo 70 MAYA NARRANDO O silêncio dentro do carro é denso, carregado de uma tensão que me faz prender a respiração. Minhas pernas estão trêmulas, meu coração disparado, e minha pele pega fogo cada vez que sinto o olhar do Caxeta em cima de mim. Assim que ele estaciona na vaga do mötel, eu engulo seco. Caxeta — Tem certeza? — A voz dele sai rouca, pesada. Eu olho pra ele e, sem pensar duas vezes, deslizo minha mão pela coxa dele, subindo devagar até sentir a ereçãö que já tá evidente. Maya — Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida. Os olhos dele escurecem. Num movimento rápido, ele solta o cinto e segura minha nuca, puxando minha boca pra ele. O beijo é urgente. Ele morde meu lábio com fome, e eu gemo contra a boca dele, sentindo meu corpo inteiro se acender.

