Capítulo 47 AYLA NARRANDO Abri os olhos devagar, piscando contra a luz fraca do quarto. Meu corpo inteiro tava pesado, dolorido. Porrä… o que foi que esse filho da putä fez comigo? Virei o rosto devagar e aqui estava ele. Heitor. Deitado de lado, com o braço debaixo da cabeça, me olhando. A expressão dele era ilegível. Não sabia dizer se ele tava satisfeito, arrependido ou apenas processando tudo que a gente fez. E a gente fez muita coisa. Me mexi na cama e senti o desconforto entre as pernas, um incômodo gostoso que me fez morder o lábio. Foi intenso. Foi do caralhö. Ayla — Bom dia. — minha voz saiu rouca. Heitor não respondeu de imediato. Só continuou me encarando, como se tivesse algo na minha cara que ele tentava decifrar. Heitor — Bom dia. Ayla — Preciso ir embora. — av

