Luna narrando Meu coração bateu acelerado demais pra ser só uma coincidência qualquer . Meus olhos percorria entre os carros tentando achar o garoto . - Luna… Helena me chamou , mas não desviei o olhar .- Que garoto? - Um dos que estava vendendo bala amiga… era igualzinho ao meu pai quando pequeno. Mano G arrancou com o carro quando o trânsito liberou de vez. Os meninos já tinham sumido na confusão da avenida. Encostei de novo no banco, sentindo um aperto estranho no peito, tipo daqueles que não dá pra explicar . - Deve ter sido impressão, sua amor ? tia Joyce falou, num tom mais baixo. - Tu tá sensível demais esses dias. Alisou meus cabelos .Me ajeitei no banco e voltei a encostar a cabeça no vidro . -Pode ser… murmurei, mas por dentro eu sentia uma coisa diferente. A imagem

