Eu saio da secretaria com minha respiração ofegante, meu coração acelerado. Eu me sinto como se estivesse na adolescência, com medo daquele monstro e com pânico do poder dele. Vou até a cantina, atrás do meu porto seguro e, ao vê-lo, o abraço imediatamente tomada por um terror que me faz chorar desesperadamente. O Theo corresponde ao meu abraço e pergunta, assustado: — O que aconteceu? Eu respondo: — Tanta coisa que eu nem sei por onde explicar. Nessa hora, o Jonatas passa por nós e abaixa a cabeça. Eu me afasto do Theo e falo baixinho: — Eles já sabem que eu denunciei a festa. — Eu limpo minhas lágrimas e respiro fundo. — Eu também descobri quem são os envolvidos com o Tomaz e qual a relação da escola nisso tudo. Ele pergunta, com o mesmo tom de assustado: — Como assim? Quando você

