Fico de frente para o portão do prédio, indecisa sobre entrar ali, olho para trás, em busca de outras pessoas, mas estou sozinha e só ela entrou. De repente, escuto um grito: — Nãooo! A voz é da Gabi, eu tenho certeza. É um grito abafado, quase não deu para ouvir, só consegui por estar próxima ao portão, atenta. Ela está ali dentro e como suspeitava, ela não cortou caminho. Olho de novo para trás, em busca de ajuda, e ouço de novo: — Não! Por favor, não! Eu não posso esperar, não posso correr o risco de ver a Gabi se tornar uma “Bárbara”. Eu entro, movida pelo impulso, com o corpo tremendo, comandado pela mistura de medo e adrenalina e percebo o lugar tomado por plantas e lixo e eu vou tentando desviar dos obstáculos, em busca da Gabi. Até que vejo que há uma luz fraca em um lugar que

