A casa está lotada e da esquina já dá para ouvir o som alto. A casa ficava em um bairro nobre da cidade e afastada de outras casas. Lugar perfeito para se fazer uma festa escondida dos pais e sem intervenção da vizinhança. Pela quantidade de adolescentes bêbados saindo da casa e vomitando pela rua, eu duvido muito que alguém lembrará quem somos. O Theo fala: — Tem segurança e lista para entrar, sem chances de a gente conseguir entrar sem ser notado. A Laura respira fundo e fala, entristecida: — Eu os distraio e vocês entram. Eu olho para minha roupa e falo: — Merda, estou de farda. Vestindo isso, óbvio que não serei bem-vinda aí dentro. A Laura abre a bolsa dela, pega uma roupa que estava guardada e fala, me entregando-a: — Coloca essa minha roupa aqui. Eu falo: — Não cabe em mi

