Capítulo 50

826 Palavras

JOANA Minha sala parecia uma prisão silenciosa, os murmúrios do meu choro ecoavam pelas paredes. Sentada no chão, de costas para a porta, meu olhar vago fixo em algum ponto invisível, eu era um quadro de vulnerabilidade. A batida na porta me tirou do transe momentaneamente, mas não respondi. Era Erica, minha amiga leal, que entrava preocupada, o rosto contorcido pela angústia. — Joana, o que aconteceu? Por que você está assim? — Erica perguntou, seus olhos mostrando uma mistura de compaixão e raiva. Levei um tempo para processar suas palavras, e quando o fiz, a única coisa que consegui dizer foi: — Chama o senhor Gaarder. O tremor em meus lábios denunciava a fragilidade da minha situação. Erica, sem hesitar, levantou-se e saiu correndo para encontrar George. Ele não demorou a aparecer

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