GEORGE Sentado em meu escritório, perco-me em um mar de pensamentos que me levam de volta aos acontecimentos dos últimos dois anos. Sinto um aperto no peito ao lembrar de como deixei a Deusa e Joana sem explicações, sem um adeus adequado. A culpa ainda me assombra, e lamento profundamente não ter tido coragem de voltar ao clube noturno para vê-la novamente. Mas havia um motivo maior, uma responsabilidade que eu não podia ignorar. Meu filho estava doente, e tudo o que importava era estar ao seu lado, garantindo que ele recebesse o tratamento necessário. Olho para o pequeno em minha frente, com apenas quatro anos de idade, chamando minha atenção com um desenho em suas mãos. — Papai, olha o desenho que eu fiz! — exclama ele com entusiasmo. Desvio meu olhar dos pensamentos turbulentos e m

