Entre dor e medo

1032 Palavras

Rodolfo passou a mão delicadamente nos cabelos dela, tentando acalmá-la. — Tá bem… eu vou falar com o médico, tá bom? — Promete? — Prometo. Mas só se ele disser que você pode sair. Se não, fico aqui com você… até o tempo que for preciso. Ela assentiu, os olhos marejados. E ali, mesmo no meio da fragilidade, havia um pacto silencioso entre eles: ele não a deixaria sozinha. Nem naquela noite, nem nas mentiras que começavam a se revelar. Rodolfo saiu do quarto para falar com o médico, deixando a luz baixa e o ambiente o mais tranquilo possível. Do lado de fora, pediu que avaliassem se haveria a possibilidade de alta precoce, ainda que soubesse que a resposta provavelmente seria negativa. Mas, por dentro, algo o inquietava. Aquela súplica de Isa… não era só física. Aquilo vinha de um lug

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