Do lado de fora, sentado no banco do corredor, Rodolfo observava tudo através do vidro. Os braços cruzados, a expressão aparentemente impassível... mas os olhos denunciavam o contrário. Havia algo nele que se desmanchava um pouco mais a cada gesto que ela fazia. E mesmo sem se dar conta, sorria com o canto da boca. Um sorriso discreto, quase imperceptível, mas que suavizava o traço sempre rígido do seu rosto. O que ele via ali não era apenas uma mulher ensinando crianças. Era uma mulher que, por alguns minutos, parecia em paz. Tão envolvido estava naquela imagem que nem notou que também estava sendo observado. Do outro lado do pátio, parada sob o alpendre da escola, a irmã de Carlita, vestida com discrição e carregando no rosto um olhar astuto, o observava atentamente. Os olhos semicer

