Pedro cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha com ironia contida. — É... só achei curioso que você chama ela de Isa agora. Nunca ouvi você falar assim dela. Rodolfo fechou a porta da caminhonete devagar e lançou um olhar sério. — Pode ir parando aí. Você tá vendo coisa que não existe. Pedro deu um leve sorriso, mas não recuou. Era amigo demais pra fazer vista grossa. — Tudo bem... só tô dizendo pra você prestar atenção. E outra coisa... fala com o Simão. — O que tem o Simão? — perguntou Rodolfo, já endurecendo o tom. Pedro tocou no ombro dele, com a paciência de quem falava mais com o coração do que com a razão. — Ele também gosta dela. E tá sofrendo. Rodolfo desviou o olhar, o maxilar travado, a ferida do passado ainda ali, latente. — Quando eu pedi que ele ficasse longe del

