Desde o momento em que aquele sujeito se infiltrara em seu castelo, Branka percebia que as coisas não eram as mesmas. Seus criados passaram a cochicharem mais, sua mãe e irmãos ficaram reclusos evitando entrar na sala do trono ou de se encontrar com o rei. Ele, por sua vez, tornara-se frio e distante. Era como se aquele sujeito o dominasse para conspirar. A morte do conselheiro, ou assistente como adorava chamá-lo, fora o marco para aquela mudança tão drástica. Se ele estivesse vivo, aquele sujeito estranho teria se infiltrado em seu castelo da mesma forma? Ou estariam todos bem? Inicialmente Branka não se importava com as atividades do seu pai e o que acontecia em seu reino. Tudo era tão corriqueiro sem sair da rotina, que beirava o entediante. Não conseguia olhar para a janela e não d

