— Entre dois mundos

1364 Palavras

Ponto de vista do narrador As duas semanas seguintes passaram como um sopro intenso e cheio de contrastes na vida de Natália. De manhã cedo, ela acordava na casa dos Nóbrega Linhares, ainda sem acreditar que aquele quarto amplo — maior que toda a sala da casa de seus pais — era temporariamente seu. Sempre que abria as cortinas, o sol invadia o ambiente com uma leveza que contrastava com a tensão silenciosa que existia naquela casa, principalmente entre os três. Mas ela se adaptou. Adaptou-se rápido demais. A mansão tinha um ritmo próprio, quase como se respirasse. A cozinha fervilhava de atividade às seis da manhã; o staff se movia com precisão, mas sempre olhavam Natália com um ar curioso, alguns com curiosidade, outros já julgavam em silêncio. Rebeca, a pequena, corria para Natália

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