Ponto de vista de narrador O sábado amanheceu cinzento, com uma chuva fina que tamborilava nas janelas da mansão como um aviso sutil. Carlos Eduardo saíra cedo para um compromisso na faculdade — algo sobre um projeto em grupo que Beatriz insistira em liderar. Rebeca estava na casa da avó, brincando com primos. A casa parecia vazia, mas Carlos Alberto sabia que não estava sozinho. Ele esperara por isso. Planejara. Desde que voltara do hotel, o plano fervilhava na mente dele como uma obsessão. Natália era inocente, fresca, uma flor que o filho maļ começara a despetalar. Ele seria o vendaval que a arrancaria de raiz. Natália estava na cozinha, preparando o café da manhã para poder partir e retornar para a casa dos pais. Vestia um vestido simples de algodão azul, o cabelo preso num rabọ d

