Ponto de vista do narrador A mansão estava silenciosa demais. Rebeca já dormia, exausta de um dia cheio. Os corredores pareciam mais longos, mais frios, como se a casa inteira percebesse o peso que pairava sobre Carlos Eduardo. Natália esperava no quarto dele, sentada na beira da cama, sem sequer tocar no celular. A inquietação deixava seus dedos trêmulos. Quando Cadu entrou, a porta ficou aberta por um instante. Ele ficou ali parado, apoiado no batente, o rosto escondido na sombra do corredor. — Você demorou… — Natália disse com voz suave. Ele não respondeu. Fechou a porta devagar, como se o simples ato exigisse força, que ele não tinha. Caminhou até o centro do quarto, apoiou as mãos na nuca e respirou fundo, tentando se manter inteiro. — Carlos — Natália se aproximou lentamen

