Ponto de vista do narrador A sorveteria estava iluminada por tons dourados e azulados, com luzes quentes que deixavam o ambiente aconchegante e moderno ao mesmo tempo. Do lado de fora, as mesas de madeira clara estavam quase todas ocupadas, e o cheiro irresistível de casquinha tostada se misturava ao perfume de frutas frescas. Carlos estacionou o carro e virou-se para trás. — Preparada, princesa? — Siiiim! — Rebeca ergueu os bracinhos como se estivesse chegando ao paraíso. Natália riu, ajeitando a blusa enquanto saía. Carlos foi até ela e, num gesto tão natural quanto respirar, entrelaçou os dedos nos dela. Rebeca caminhava à frente, saltitando como se estivesse pisando em nuvens de açúcar. Ao entrar na sorveteria, Natália puxou o ar fundo. — Meu Deus, que cheiro maravilhoso. — Eu

