CHRISTOPHER Eu estava em um estado pesado de sono quando senti alguma coisa me cutucando. Resmunguei, enfiando meu rosto no travesseiro e mantive os olhos fechados, mas voltei a ser cutucado, mais forte dessa vez. — Já vou, mãe... — murmurei sonolento. — Eu não sou sua mãe. Abri meus olhos ao ouvir a voz de Dulce e a encarei em pé ao lado da minha cama. — Dulce? O que foi? — esfreguei meu rosto e sentei para olhá-la melhor. — Eu... — ela estava claramente tímida. — Posso dormir com você? — Que? — franzi a testa. — Por que? — Eu sei que você não gosta de dormir com ninguém, mas eu tive um pesadelo e estou com medo de ficar sozinha. Prometo que vou ficar o mais longe possível, de costas e sem me mexer. — Um pesadelo? — não sei se era o sono ou o pedido inusitado, mas eu est

