Estava diante do espelho, ajustando o vestido vermelho da noite com Damte. O tecido deslizava suavemente sobre minha pele, a f***a revelando um toque de ousadia que sempre senti ao usá-lo. Meus pensamentos, no entanto, não estavam no visual que eu exibia, mas na batalha interna que travava. Sabia, no fundo do meu coração, que Dante não me escolheria. Ele nunca me escolheria. Então, a pergunta que não parava de ecoar em minha mente era: seria eu capaz de matá-lo, se a situação exigisse? Enquanto essas questões sombrias me atormentavam, a campainha do meu quarto tocou. Por um segundo, uma fagulha de esperança se acendeu em meu peito – poderia ser Dante, voltando para mim. Mas a realidade logo se impôs. Peguei minha arma, mantida sempre por perto, e fui até a porta. Ao abrir, dei de cara com

