Assim que cheguei no meu escritório o Sr Hassan já estava lá. O mesmo parecia impaciente, pois estava andando de um lado ao outro. Vou deixar ele pior, pois se quer me deixar de mau humor mais do que já estou, ele conseguiu.
- Sr Sheik. Ele fala vendo eu me aproximar. Ele faz sua reverência. Passo por ele indo para minha sala. Jamal está atrás de mim.
- Feche a porta. Jamal assim o faz. O que mais temos para hoje? Me sento abrindo o meu terno.
- Tem uma reunião com o presidente da Irlanda, e com os embaixadores da ONU. Assinto exausto. Hoje estou muito cansado e eu só queria está com ela. Droga de pensamento.
- E onde serão essas reuniões? Abro as pastas que tem na minha mesa.
- A com o presidente será junto com o Príncipe, ou seja em Dubai, isso será na hora do almoço, e os embaixadores da ONU será no palácio de Abu Dhabi.
- Ou seja, hoje eu tenho que ir para lá e depois voltar.
- Sim Sr. Elevo minha cabeça. O que você tem hein? Fico olhando para o nada em minha frente. Olha, eu não vou te pressionar, só quero que você saiba que antes de ser seu assessor, eu sou seu amigo e você pode contar comigo. Sorrio e olho para ele.
- Eu sei que sim. Mas eu não estou pronto para dizer o que penso e nada do que estou sentindo. Na verdade, eu não sei o que tenho. Então não tem como eu te contar algo que não sei o que é.
- Entendo. Mas se precisar de um amigo, estou aqui.
- Obrigado!
- Agora vamos trabalhar. Você vai fazer o que com aquele i****a lá fora?
- Nada ainda. Deixa ele morfar aí. Não tenho hora marcada com ele, então que o mesmo assuma o risco de ter vindo. Jamal sorrir e sai da minha sala. Começo a pensar na Srta Ayad. Espero que ela se sinta melhor por ter um lugar para avó.
Eu fui para Dubai. Tive a reunião com o Presidente da Irlanda. Decidimos sobre algumas alianças com o país. Mas para falar a verdade, eu nem estava naquele almoço com o Presidente e nem o Príncipe. Eu estava com uma certa pessoa que tem ocupado toda a minha mente tem dois dias. Como isso é possível? Como eu posso está pensando em uma pessoa sem conhecer a mesma? Ter visto poucas vezes. Não fazia sentido isso para mim.
- Você está bem? O Príncipe Khalil pergunta depois que nosso almoço acaba e o presidente vai embora.
- Estou sim. Me levanto. Eu tenho que ir.
- Você não parece bem. Sei que não passou à noite na sua casa e desapareceu sem comunicação nenhuma.
- Alteza, me perdoa, mas eu não estou afim de falar sobre isso.
- Você sabe que temos como verificar onde você estava? Seus carros são blindados e ainda rastreáveis. Fecho meus olhos tentando buscar a paciência que eu não tenho.
- Escuta, eu estou aqui não estou? Não me aconteceu nada, e não tem o porque o Sr ou qualquer pessoa investigar onde eu estava. Por acaso eu não posso ter um momento para mim?
- Não faz parte do seu feitio. Ele tem razão.
- É, mas eu quis tirar um tempo para mim, então não tem motivo para se preocupar. Não deixo ele ter razão, por mais que tenha. Olho meu relógio. Eu preciso ir. Ainda tenho uma reunião com os Embaixadores da ONU. Falei saindo. Eu não queria ouvir mais nada. Queria voltar a Abu Dhabi, mais precisamente a província Al Ahmadi. Eu queria saber como ela está, mesmo sabendo que ela deve está arrasada, mesmo assim eu queria está perto dela. Balanço a cabeça em negação, passando às mãos no meu rosto. Eu não posso está pensando nela. Isso é irracional. m*l nos conhecemos, não faz sentido pensar nela.
Em Abu Dhabi eu fiquei horas com os embaixadores no palácio de Abu Dhabi. Eu estava impaciente, toda hora olhando no meu relógio. Meu telefone vibrou e eu olhei. Estava tocando. Era um dos seguranças que estava vigiando Maya. Eu precisava atender. Precisava saber se aconteceu algo mais com ela.
- Com licença! Peço e vou para um canto do salão de reuniões. Pode falar. Digo atendendo.
- Sr a avó dela será enterrada amanhã cedo. Tudo já foi feito e ela deixou tudo pronto com a funerária levar o corpo para o cemitério. Amanhã as dez será o enterro.
- Tudo bem. Onde ela está neste momento?
- Está na casa da Sra Lady Rosana. Fecho meus olhos lembrando do desprezo na voz de Leila. Essa hora aquelas duas devem está fazendo ela de gato e sapato. Só de pensar nisso meu sangue ferve. Suspiro forte. O Sr quer que faça algo mais?
- Não. Podem ir para casa, que assim que eu acabar aqui também irei.
- Sim Sr. Desligo. Talvez se eu levasse ela para trabalhar para mim, eu evitaria que ela sofresse mais humilhações. Mas será que eu quero ela trabalhando para mim? Meus pensamentos são confusos. Muito confusos.
A reunião com os embaixadores havia terminado quase seis da tarde. Eu não quis voltar para casa. Algo me chamava para a casa de Lady Rosana. Portanto, eu já estava aqui a horas olhando para o portão, com esperança de vê-la. O que eu estou fazendo? Porque eu estou assim tão obcecado com ela? Porque ela? Não faz sentido.
Eu já pensei em falar com o segurança para ir embora para casa, mas eu não consigo dizer uma palavra. Algo dentro de mim me impede. Meu celular toca e eu vejo que se trata de Jamal. Suspiro. Não estou afim de falar com ele ou qualquer pessoa, mas em contrapartida eu não falei com ele o dia todo e pode ter algo urgente que precise da minha atenção. Resolvo atender.
- Aziz... Eu não tiro os olhos do portão.
- Oi, você está bem?
- Sim.
- Ok. O Sr Hassan está puto porque você até agora não voltou para o escritório. Ele acha um absurdo você ter deixado ele esperando.
- Jamal manda esse filho da p**a a merda. Eu não vou falar com ele, e outra coloque Salvador ou Mohammed na linha agora. A linha fica muda e eu estou cansado dessas pessoas achando que podem me intimidar. Vai a merda. Eu não vou fazer o que o Sr Hassan quer, antes de fazer o que ele quer, eu faço uma reunião com todos os comerciantes e deixo claro que esse i****a não luta pelos direitos deles, mas sim quer um lugarzinho no meu escritório. Não é de hoje que ele quer isso.
- Mohammed na linha Sheik. Jamal diz e ele passa a ligação.
- Sr Sheik, em que posso te ajudar?
- O que eu disse sobre Hassan? O cara está no meu escritório desde cedo. Está aterrorizando meus funcionários. Será que vocês não conseguem fazer somente uma coisa que eu peço?
- Nós colocamos nossa proposta para os comerciantes Sr, mas o Sr Hassan não quis os dois e meio por cento. Ele não aceitou que o Sr não estivesse lá. Então todos os comerciantes foi com os argumentos dele. Eles disseram que esses dois e meio de diminuição não era nada. Eles querem mais, e disseram se a gente não tomar uma postura, eles vão tomar outras medidas. Sinto uma dor de cabeça lá no fundo.
- Mohammed, eu não gosto de disso. Não gosto de me envolver quando tudo já foi acertado. Se eu entrar para ajudar vocês a resolver, vocês não vão gostar e muito menos os comerciantes vão gostar, então chame quem você quiser chamar para resolver e tirar Omar Hassan do meu pé. Porque se amanhã eu chegar no meu escritório e ele estiver lá, eu não vou lamentar nem para vocês e nem por ele. Desligo. Encosto minha cabeça no encosto do banco. Só problemas e mais problemas.
Já eram quase dez da noite quando vi o portão de Lady Rosana sendo aberto. Era ela. A dona dos olhos mais lindos que eu já vi. Ela estava com saco nas mãos. Ela foi descendo a rua e eu gostaria de saber para onde ela estava indo. Pelo que eu ouvir, ela não tem mais casa. falei para meu motorista ir seguindo ela sem a mesma perceber.
Ela foi andando a pé com o saco. Vejo ela ir para o lado das ruínas. Ela se senta na beirada de uma ruína e tira seus sapatos. Não dar para ver muito, porque não tem luminosidade nas ruínas. Vejo ela suspirar e se levantar. Ela adentra as ruínas. Meu sentido protetor já ativa o modo automático, e assim eu saio do carro. Vejo dois seguranças saírem do carro. E eu os paro.
- Esperem aqui. Eles ficam em dúvida, mas fazem o que eu digo. Vou adentrando às ruínas e vejo varias pessoas ali deitadas no chão ao relento. Fecho meus olhos não gostando disso. Adentro mais e vejo ela arrumando seu canto para deitar também da mesma forma que os outros. Como pode? Ela não pode ficar aqui. Não só ela, mas todos aqui. Alguma coisa pode acontecer com eles. O mundo é cheio de pessoas ruins e Abu Dhabi não fica para trás. Eu não posso deixar ela aqui sozinha. Me sentiria péssimo se algo acontecesse com ela. Me sento afastado dela e das pessoas que estão aqui.
A noite fiquei velando o sono dela, mesmo que muitas das vezes ela estava sentada olhando para o céu, e depois deitava. Acredito que ela não conseguiu dormir. E antes dela sair da ruína eu sair e fiquei dentro do carro. Sabia que ela iria para o enterro da sua avó, e eu também iria. Sabia que ela estaria sozinha e mesmo não aparecendo para ela, eu quero está ali por ela.
Cheguei em casa para tomar um banho. Jamal como sempre estava lá.
- Você poderia me dar seu segundo local de dormir, porque assim eu não perco meu tempo de vim para cá. Jamal diz e eu não dou vazão no que ele diz.
- Preciso que você resolva algo para mim. Ele me olha. Quero que vá a província e compre casas e dê as pessoas que estão dormindo nas Ruínas.
- Você sabe se essas pessoas são pessoas que foram jogadas ao vento, foram penalizadas?
- Não, por isso você está aqui. Faça esse levantamento. Saio da sala sem dizer nada mais e vou para meu quarto. Eu sei que não posso ajudar pessoas que foram penalizadas por algum crime ou foram jogadas na rua pelas suas famílias por algo que elas fizeram, então Jamal tinha que fazer esse levantamento e ver quem realmente merecia uma casa. Eu daria minha fortuna toda só para não ver aquela cena da ruína de novo.
Tomei meu banho e me vestir com meu terno preto. Sair do meu quarto e Jamal ainda estava ali. Tomei um gole de chá e já estava de saída.
- Zyan? Onde você vai? Preciso de você.
- Pode ir resolver o que você tiver que resolver que nos falamos mais tarde.
- Olha, sua agenda é certa. Se sair alguma coisa fora disso eu preciso ser avisado. Você é uma pessoa pública.
- A pessoa pública só vai está disponível depois do almoço, enquanto isso, o Zyan, o ser humano está ativo. Jamal me olha suspirando.
- É a garota, não é? Olho para ele sem dizer nada, mas Jamal me conhece melhor que ninguém, ou pelo menos eu acho, já que nem eu estou me reconhecendo agora. Escuta, eu vou te apoiar no que for, não vejo você saindo da sua rotina nunca, porém, eu tenho que te dizer que a avó dela deixou uma carta prometendo ela a um outro homem. Fico olhando para ele. Ela vai está segura então. Não tenho motivos para me preocupar com ela. Será?