Verônica A atmosfera do bar estava carregada, como sempre, com conversas altas e risadas. Foi nesse cenário que vi Nox entrar, seu porte imponente cortando a multidão como uma faca afiada. Meu coração deu um salto, e, apesar de tudo, senti um impulso de ir atendê-lo. Ele se sentou com aquela sua aura de indiferença, atraindo olhares por onde passava. —Uma cerveja e asinhas fritas apimentadas — pediu, sem nem me dar um sorriso. Eu apenas ri, tentando quebrar o gelo, mas ele permaneceu sério, quase distante. Rapidamente, fiz os pedidos para a cozinha e voltei, procurando alguma maneira de capturar sua atenção. — Você não quer me levar para dar uma volta de moto? — perguntei, tentando manter a voz casual, mas meu coração batia freneticamente. Ele me olhou, seus olhos profundos e sérios

