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**29** *Natalia narrando* Eu estaciono o carro na praia, desligo o motor e fico ali, imóvel, com as mãos ainda no volante. O som das ondas batendo contra a areia se mistura com o barulho dos meus próprios pensamentos, um turbilhão de culpa e desespero que não me deixa respirar. Meu peito está pesado, como se uma âncora tivesse sido amarrada ao meu coração, me puxando para um abismo sem fim. Respiro fundo, mas o ar não parece suficiente. Meus olhos ardem, e antes que perceba, as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto, quentes, incontroláveis. Eu saio do carro, ando até a areia e caio de joelhos. O choro vem mais forte. Eu sou uma péssima mãe. Nada do que fiz foi suficiente para manter meus filhos a salvo. Gustavo cravou uma guerra contra Marcos e agora corria perigo

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