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580 Palavras

39 - Ruan narrando Eu tinha exagerado demais. Sabia disso, mas ainda era difícil aceitar. Minha mãe chorava muito, implorando para que eu nunca mais usasse. Cada lágrima dela parecia um soco no meu estômago. Já meu pai… ele só me encarava em silêncio, seu olhar pesado, avaliador. — Ruan, drogas não são brincadeira — minha mãe disse, sua voz embargada pelo choro. — Você precisa prometer que nunca mais vai usar. Se não, eu vou ter que te colocar numa clínica. Meu peito travou. — Clínica, não! — protestei, levantando um pouco da cama. — Eu não sou doente pra ir pra uma clínica! — Vai ser bom pra você, Ruan — Gustavo interveio, e meu olhar voou para ele, cheio de raiva. — Pra você se recuperar das drogas. — Eu já falei que não sou doente! — rebati, sentindo um nó na garganta. Na minha c

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