Depois do almoço sairmos em direção ao pelourinho, onde aconteceria o ensaio. Era uma rua estreita e estava lotada de gente. Eu sempre via aquelas festas pela televisão. Nem no carnaval de Salvador eu nunca tinha vindo, então a emoção de estar ali era algo que não tinha explicação. As pessoas, as roupas coloridas, o som que saia dos tambores. Era uma coisa inebriante. Ruan andava pelas ruas de mãos dadas comigo e falava com praticamente todas as pessoas que encontrava. Parecia que ele vivia ali e eu me senti feliz por estar fazendo aquela viagem com ele. Os músicos do olodum se arrumavam em fila e testavam os tambores. Bruno se aproximou com um instrumento nas mãos e entregou a Ruan. - Pronto para voltar às origens n***o? Ele pegou o tambor e olhou pra mim. - Fica aqui ruivinha, eu

