Mas Eu me Mordo de Ciúmes!

3061 Palavras
Sakura conferia se estava tudo bem com o bebê, ainda não acreditava que estavam mesmo indo morar ao lado de Naruto, com tanta casa nesse mundo ela tinha que ir parar logo ali? Não tinha muita sorte nessa vida, tinha que encarar os fatos. – Eu sou Hinata, esposa do Naruto, você deve ser a Sakura, certo? – a esposa do loiro era tão meiga e simpática que Sakura custou uns cinco segundos para ter certeza de que não era uma alucinação. – Prazer em conhece-la. – Sakura sorriu, se cumprimentaram com dois beijinhos, um de cada lado, com todo o cuidado do mundo para não amassar o Júnior. Aí ela ia fiar chamando ele de Pudim Amassado pro resto da vida. – É uma pena não podermos ficar, temos muitas caixas para arrumar, vamos nos mudar amanhã. – disse Sakura, já querendo tomar o rumo da porta, estava louca para chegar em casa e fazer xixi – Compramos a casa ao lado. Compramos é uma palavra muito forte queridinha, Sasuke comprou, você não compra nem um barraco na esquina do bueiro. Hinata abriu um sorriso que se o sol batesse deixaria todo mundo ali cego, era nessas horas que Sakura ficava imaginando o quanto de pasta de dentes aquela família comprava. – Seremos vizinhos! – não diga, detetive – Mas isso é maravilhoso! Depende do ponto de vista, queridinha. – Sakura, vamos, o Júnior deve estar querendo dormir. Obrigado por cuidar dele para nós, Hinata. – Sasuke agradeceu, Naruto ao fundo fez uma cara feia. – E eu? – o loiro perguntou, até parece que ele ajuda em alguma coisa. – Naruto, se eu deixasse uma tartaruga pra você cuidar, você deixava ela fugir. Magoou. – Eu também tenho sentimentos, cara.   (...)   Sasuke estava empacotando algumas coisas da cozinha, seus preciosos utensílios e suas facas mais caras do que um celular. Enquanto Sakura estava na sala guardando com cuidado algumas fotografias de Sasuke, a maioria era dele com alguns amigos, mas também tinha uma do casamento, e uma que havia sido tirada recentemente deles com o Júnior. E foi justamente nessa foto que ela parou, já estava começando a sentir falta, e olha que nem tinha ido embora ainda e estava longe disso, no fundo sabia que tinha se apegado à Sasuke e que viver sem ele seria complicado no inicio, mas ainda tinha esperança de esquece-lo da mesma forma que esqueceu seus outros maridos. Aquilo deveria ser fácil, mas no fundo ela sabia que não iria ser. Mas infelizmente sua paz e tranquilidade foi abalada com o barulho irritante da campainha. Tocou umas cinco vezes pra ela criar coragem pra se levantar, com seu vestido florido e lenço colorido na cabeça, parecia uma daquelas mulheres que vendem flores na porta dos prédios. E mesmo a contra gosto ela foi atender a porta. Mas se ela já estava com raiva só de ter levantado, imaginem a cara que ela fez quando viu uma loira alta de olhos verdes e vestida como uma aeromoça bem ali parada com um sorrisinho branco na cara. – Oi, você deve ser a empregada, o Sasuke está? – e a mulher ainda teve a cara de p*u de chama-la de empregada. Sakura versão assassina modo On. – Sinto muito, mas o MEU marido está ocupado no momento e não vai poder atende-la, que tal se você voltasse aqui outro dia, tipo... Nunca mais? – a mulher tinha uns dois metros a mais do que ela, mas Sakura sabia encara-la de igual pra igual, por mais que tivesse que olhar para cima e erguer o queixo. E a loira lá soltou um risinho como se a rosada estivesse contando a maior mentira já contada na história da humanidade. – Sasuke Uchiha, casado? – tinha que ver a cara dela – Você deve estar delirando. – a loira empurrou Sakura para o lado e foi entrando na casa na maior cara de p*u – Sasuke! – e ainda chamou ele. Teremos morte no recinto. – Olha aqui sua v***a desqualificada, é melhor você sair da minha casa! – Sakura já chegou no grito pra cima da mulher. Já a loira parecia que não estava nem vendo ela, vai ser arrogante assim mais longe! Sasuke apareceu na sala, e assim que viu as duas ali no mesmo recinto, no mesmo ambiente, respirando o mesmo oxigênio, deu meia volta, com o coração na mão já se preparando para um velório e uma possível noite na cadeia resolvendo assuntos com o advogado. – Sasuke, sua empregada está me destratando! – a loira meteu o berro assim que viu ele. Aí não teve para onde fugir, era ficar e morrer como um homem. Se tivesse uma escada de incêndio ele teria fugido, mas infelizmente não teve muita sorte. Os passos que ele deu até a sala parecia os passos de um condenado indo até uma cadeira elétrica para ser enforcado enquanto piranhas comiam seus pés. – Sasuke, você tem dois segundos pra me dar um bom motivo para que eu não te mate e mate essa v***a junto com você! – isso era a Sakura gritando que nem uma louca e olhando pra ele com aquele mesmo olhar de psicopata que ela tinha. Dois segundos é tempo suficiente para ter um enfarto? – Sakura, amor, juro que eu não tenho nada com essa mulher, é apenas uma velha conhecida minha, faz muito tempo que eu não a vejo, eu jamais trairia você, você sabe que é mulher o suficiente pra me satisfazer em todos os sentidos. – ele não sabia se estava se explicando ou implorando – Por favor, não me mata! É, ele estava implorando mesmo. – O que? – lá vem a loira estragar tudo – Sasuke, ta me dizendo que casou mesmo com essa mulher? – a vida é mesmo muito estranha – Nunca quis ter nada sério comigo, mas com essa anã de jardim você quis? Opa, opa, opa, agora as coisas saíram do sério, agora ela pegou pesado, chamar de empregada tudo bem, mas chamar de anã de jardim era pedir pra morrer! Atacou na ferida, na altura de uma mulher não se toca nunca, mas é nunca! – Quem é que você ta chamando de anã de jardim, hein, girafa de zoológico? – ela partiu pra cima, essa não tem medo de nada mesmo, nem de alguém que tem o dobro da sua altura. – Eu não estou vendo nenhuma outra além de você! Sasuke até tentou segurar ela, mas já era tarde, Sakura já tinha partido pra cima da mulher com tudo o que tinha, e mesmo sento bem mais alta ela conseguiu alcançar os cabelos oxigenados da mesma, derrubou a mulher no chão e começou a estapeá-la sem dó e nem piedade. – Nunca mais chegue perto do meu marido, e muito menos me chame de anã de jardim! – ela dizia ao mesmo tempo que arrancava os cabelos da mulher. Era cabelo loiro voando pra todo lado. – Sakura, para com isso! – Sasuke tentou tirar ela de cima, mas a missão estava fracassando muito feio. Parecia que ele não estava fazendo nada, pois Sakura continuava da mesma maneira, até se cansar de bater nela e sair a arrastando pela sala e depois a pôr pra fora da casa a jogando no corredor, parecia um cachorro com raiva olhando pra loira. – Se eu ver a sua cara de novo, você vai ficar sem ela! – foi sua ultima ameaça antes de fechar a porta com resto da força que tinha. Sasuke não sabia o que falava, estava com medo de falar alguma coisa e perder a língua. Sakura ainda estava toda descabelada olhando com o mesmo olhar de raiva e ciúme, dava pra sentir medo dela. – Amor. – ele foi morrendo de medo – Olha eu queria falar que... Ela levantou a mão fazendo um gesto pra que ele calasse a boca, e ele se calou porque não queria morrer nem nada do tipo. – Você não tem culpa, sua vida existe bem antes de me conhecer, já esteve com várias outras mulheres, tem até um filho. – ele se aliviou quando ela falou isso – Mas é bom que essa seja a ultima vez, porque a próxima vazia que aparecer aqui vai sair morta! Ele quis dar uma de carinhoso, então foi até ele e a abraçou, e por mais que Sakura se fizesse de durona e de independente, ela sempre se derretia quando ele a abraçava, sempre, não tinha outro jeito. Aquele homem era o melhor, o que a fazia se sentir bem seja lá em qual situação, ela gostava dele, do calor do corpo dele, de seus abraços, de seus beijos, dele. – Adoro quando você dá uma de ciumenta, sabia? – ele sussurrou – Você fica tão sexy. – Você é meu, só meu, não quero nenhuma v***a chegando perto de você. – Ciumenta, minha ciumenta.  [...] Em apenas dois meses de casados e Sakura já havia feito a vida de Sasuke virar do avesso, ele sabia que coisa demais tinha mudado e lembrava-se disso sempre que olhava para o Júnior e agora morando naquela casa enorme finalmente a ficha caia por inteiro. Estava casado, era um pai de família e um cara de 32 anos. Ter 32 anos não é a mesma coisa de ter 19 ou 20, ele ainda era muito jovem pra ser velho, mas velho demais pra ser jovem – tipo a musica da Sandy – estava lá, naquilo que chamam de meia idade, fase adulta, fase das responsabilidades. Claro, ele era responsável, era o presidente de uma das maiores empresas do país, era um escritor renomado e além de tudo isso era um ícone de beleza. Sim, pra quem não sabe, Sasuke Uchiha já deu entrevista em alguns programas de TV e revistas falando sobre ser um homem de negócios e ainda cuidar da aparência “Não podemos esquecer que nosso corpo é como uma empresa, que graça teria ser um cara rico e ter uma barriga que não entra em uma calça 42?”. – Essa casa é linda. – Sakura falara depois de alguns segundos calada, enquanto os últimos carregadores deixavam a casa. – Não tão linda quanto você, meu amor. – ela não sabia se ele estava mesmo elogiando ou só estava fazendo cena para os carregadores. Sasuke era um cara meio estranho. – Oh meu amor, você é o melhor marido do mundo! – disse ela olhando pra ele com aquela carinha de “sou uma esposa bem cara e não adianta elogiar, o que eu quero é gastar”. Os carregadores foram embora, e digamos que Sasuke estava muito ansioso para que eles fossem, não estava gostando muito do desfile de machos fortes e braçudos pela casa, principalmente pela forma que Sakura olhava pra eles. – Eles foram embora, estamos sozinhos aqui, nessa casa cheia de cantos, quartos e móveis, com tantas possibilidades, sabe, é uma casa bem grande... – ele foi chegando devagarinho como quem não quer nada, só puxando assunto. Sakura já tinha sacado o que ele queria desde o momento que ele a elogiou. Mas fingiu-se de desentendida inocente. – E a gente não tem nada pra fazer, aqui sozinhos sem mais ninguém, com uma cama enorme para inaugurar... – a essa altura ele já estava a agarrando pela cintura e beijando seu pescoço. Vocês conhecem o Sasuke, ele teria a jogado de uma vez no sofá, mas ela estava com o Júnior no colo. Sempre é o Júnior. – Ta bom, Sasuke, não se empolgue. – ela o repreendeu por quase ter derrubado o Júnior no chão quando fez cócegas nela sem querer – Me deixa colocar o Júnior no quarto dele, pelo menos. Ele fazia tantos sacrifícios por seu filho. – Tudo bem. Ta, dizer que tá tudo bem não era o suficiente, ele saiu puxando ela pela casa para chegarem o mais rápido possível no quarto do Júnior e deixar ele lá. Mas que pai atencioso, se o Sasuke for um pai melhor, estraga, porque não tem condição, esse cara merece um Oscar! Quase bate a cabeça da pobre criança na parede, se perdeu no corredor e não lembrava qual dos quartos era o dele, por sorte estava com a porta aberta e ele viu o sol refletido no abajur, se não, nunca teria achado. Entraram no quarto na velocidade da luz, Sakura estava vendo só os vultos de onde passavam. Sasuke tem horas que nem dá pra entender. Homem é um ser estranho demais. – Ótimo, agora põe ele no berço. – Tenha calma, meu senhor, é só uma criança, sossega esse facho aí! Ela sabe que está falando com o Sasuke? Era estranho aquilo, desde que o Júnior chegou ela estava dando muito mais atenção para o bebê do que para ele, e ao ver de Sasuke aquilo era uma grande injustiça. Homens! Ele ficou emburrado num canto enquanto ela arrumava o pequeno dentro do berço com toda a paciência do mundo, e Sasuke lá de p*u duro esperando, e olhando por esse lado aquela história era meio triste... Pra ele. – Tchau bebê, fica bem, estamos aqui do lado, qualquer coisa, chora. Sasuke não entendia porque ela ficava falando daquele jeito com a criança, ele não sabia o que ela estava falando mesmo, nem fazia sentido. Sasuke é um cara muito insensível. – Agora vamos? – Se ficar falando comigo desse jeito eu passo um mês sem t*****r com você! – ela falou bem brava, e aquela ameaça chegou a doer no coração de Sasuke. Ameace tudo, menos ficar sem sexo, aquilo era demais pra ele. – Desculpe. – ele não sabia onde enfiava a cabeça, e o r**o estava entre as pernas que nem cachorro arrependido. Ele era cachorro, mas era o cachorro dela e por mais insensível que ele fosse, ainda era o marido dela, o Sasuke dela, e ela gostava dele assim mesmo. É, talvez Sasuke fosse mesmo uma mistura de tudo que ela sempre quis. – Vamos logo, seu bobão! – ela riu e saiu o puxando pela mão. O quarto do casal ficava ao lado do quarto do bebê, só para garantir que chegariam à tempo caso acontecesse alguma coisa. Se Sasuke estava chateado? Estava, mas ele era sem vergonha mesmo, logo já estava bastante empolgado novamente. A cama era enorme, grande o suficiente para fazerem amor até mesmo se o Júnior estivesse ali, claro, ele tinha que estar dormindo para não presenciar a cena, Sasuke não era um pai tão r**m assim. Ele a jogou na cama e logo os dois já estavam sobre ela aos beijos e amassos como o de costume. Fazia uns cinco dias que os dois não faziam nada, tempo o suficiente para estarem com saudades de dar uma chamuscada. Ele estava quase tirando a blusa dela, quando a maldita campainha tocou. – Sasuke, a campainha está tocando. – ela dizia enquanto tentava se soltar dele. – Deixa tocar. – ele não queria parar, já tinha esperado tempo demais. – Mas Sasuke, deve ser algum vizinho querendo dar as boas vindas. – foi difícil, mas ela conseguiu soltar os braços – Não seja m*l educado! Ela saiu de cima dele se recompondo, arrumando o cabelo e as roupas que tinham ficado fora do lugar. Sasuke com muita raiva, mas muita raiva mesmo, se levantou da cama, não ligou nem em dar uma arrumada em si mesmo, queria mostrar ao mundo que quem tocou na campainha estava mesmo atrapalhando. Ela correu para ver quem era, enquanto Sasuke andava bem devagar tentando controlar sua própria excitação, por mais que não estivesse gostando da ideia de ir abrir a porta, não podia aparecer lá de p*u duro. E em sua cabeça só se passava uma coisa “Se for o Naruto, eu vou mata-lo”. Sakura estava esperando ele para atenderem a porta juntos, ela tinha essas manias, dizia que dava sorte. Sasuke não estava se importando com essas mandingas dela, mas mesmo assim ficou ao lado dela em frente a porta pra fazer cara feia e espantar as visitas. Aí ela abriu a porta. E era a Hinata, com uma torta, e o Naruto atrás dela com uma cara de quem só veio porque a mulher obrigou. – Oi, nós viemos dar as boas vindas a vocês! – ela sorria tanto que Sakua já estava começando a achar que tudo aquilo era Botox demais. – Obrigada. Venham, entrem! Sasuke só queria pegar a torta e fechar a porta. Eles entraram, Naruto estava sendo puxado, ele estava jogando vídeo game quando a Hinata desligou da tomada e fez ele vir, bem na hora que ele iria matar o chefão e nem deu pra salvar! – A casa é maravilhosa! – Hinata elogiou. Naruto não disse nada, estava encarando Sasuke e conversando com ele mentalmente. – Obrigada. Foi muito difícil pra escolher, eram tantas casas maravilhosas, mas essa com certeza foi a que mais me impressionou, tem tudo que a gente possa precisar. A pista de boliche conta como “precisar”? As duas já estavam sentadas no sofá no maior papo, enquanto Sasuke e Naruto continuam emburrados, um culpando o outro por um m*l que nenhum deles realmente desejava ter feito, jogar vídeo game e t*****r são duas coisas extremamente importantes na vida de um homem, não se pode atrapalhar isso, é um crime! E ela liga? Não liga. – E estão sendo as férias? Soube que é professora. – e o que é que a Hinata não sabe? – Sim, eu sou, e minhas férias não estão sendo lá essas coisas. – ela olhou pro Sasuke com uma cara de “a culpa é sua” que chegou a dar medo – Mas acabaram de começar, ainda não planejamos nenhuma viajem. – Eu e o Naruto vamos para o Hawaí. – por um segundo ela ficou completamente parada e nem respirou – E se vocês fossem com a gente? Uma viajem para casais. Naruto e Sasuke começaram a ter um ataque de tosses, um deles quase desmaiou e o outro estava começando a se tremer. “Diga não, diga não”. – Por mim seria maravilhoso. – Sasuke quase chorou quando Sakura falou aquilo – Quer saber? Nós vamos! Isso não vai dar certo.
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