Sakura fez cara de poderosa enquanto descia do carrão do marido, estar casada com Sasuke Uchiha era como ter ganhado um grande troféu, e a melhor parte era exibir o luxo pras amigas recalcadas. Boa parte das professoras – suas colegas de trabalham – parou para olhar a chegada glamorosa da nossa querida protagonista.
A rosada fez cara de rica e mandou um tchauzinho pro maridão, com toda a pose do mundo ela foi caminhando em direção às “amigas” que estavam sentadas em uma das mesas que ficavam do lado de fora, onde as professoras costumavam ficar enquanto esperavam as aulas começarem, só pra observar quem chega e quem sai.
– Bom dia meninas! – Sakura comentou extremamente sorridente, estava até se esforçando pro sorriso não sair falso.
– Bom dia. – algumas delas responderam, e foi um bom dia bem falso, pi pi pi pi pi olha o recalque meus amores.
– Quem e como? – uma delas, alta e magra, perguntou o que todas ali estavam muito querendo saber. Essa era Karui, uma das poucas amigas de verdade que Sakura tinha naquela escola.
Sakura acabou se sentando na mesa também, não era atoa que chamavam aquela mesa de roda fofoca. Senta que lá vem história!
– Casei, e olha o nível! – disse ela muito animada mostrando a bela aliança grossa e de ouro maciço – O cara é escritor e dono da própria empresa, e sem falar que é um gato!
A curiosidade reinou solta naquele ambiente.
– Quem? – a mais baixinha perguntou.
– Sasuke Uchiha.
O grito de histeria soou alto naquele momento, algumas crianças até se assustaram e teve uma menina que até começou a chorar. A rosada estava esperando alguém desmaiar pela forma com que elas ficaram.
– O escritor de Mentes Femininas?
– O próprio. – ela estava fazendo aquela cara de satisfeita de novo.
Mais gritinhos e suspiros.
– Pelo que ele escreve, com certeza deve estar sendo um ótimo marido. – a de cabelo castanho comentou.
– Ele é maravilhoso, passamos a Lua de Mel em Paris e ele está me tratando como uma verdadeira rainha, se existe um homem mais perfeito que aquele... Não existe um homem mais perfeito que o Sasuke! – ta, ela já estava subindo demais a moral do Uchiha, ele podia ser bom, mas o que tinha de príncipe tinha de ogro também.
Elas estavam tão animadas com o assunto que não pararam nem quando o sinal tocou indicando que estava na hora de começar a aula. E é claro que as crianças também não estavam nem aí, estavam muito felizes se sujando no gramado.
– Ta bom, agora vamos falar do assunto que todos nós estamos querendo saber. – e mais uma vez era Karui, a mulher das perguntas certeiras – Ele é bom de cama?
Gente as amigas da Sakura possuíam o mesmo nível de tara que ela. Misericórdia! E vocês acham que a rosada ficou envergonhada com a pergunta? Claro que não! Aliás, ela estava louca para a conversa chegar aí.
– Olha, não é porque é meu marido não, mas tenho que ser sincera com vocês, depois que ele me pegou de jeito passei o dia inteiro sem conseguir andar! – vocês são testemunhas que ela realmente está falando a verdade.
– E o p***o dele é grande? – a baixinha gordinha perguntou.
Gente essas mulheres são terríveis! E as crianças lá em redor escutando tudo, sem entender nada, mas estavam escutando tudo.
– Oh homem que tem uma tora de p**a medonha! – sim, ela realmente falou isso – Uns 22 cm. No mínimo.
Queixos caíram e babas desceram. Algumas estavam até verdes de tanta inveja, essa Sakura tinha uma sorte!
– O papo ta bom, mas a gente ainda tem que trabalhar.
(...)
Depois do dia inteiro presa naquela escola com aquele bando de pirralhos catarrentos, a mesma Sakura que entrou diva, saiu mendiga. Com as cabelos desgrenhados e com a maquiagem toda borrada, Sakura deixou a escola quase na hora do almoço, mas para a sua sorte ela era casada com o homem mais perfeito do mundo – anram – e ele estava lá, do lado de fora naquele carrão.
Da visão dela o carro estava sendo iluminado e criancinhas tocavam trombetas vestidas de fadinhas coloridas. Velocidade cinco na corrida da Sakura até o carro, em dois segundos ela já tinha até prendido o cinco de segurança.
– Oi amor, como foi o trabalho? – Sasuke perguntou na maior inocência do mundo.
– Não faça perguntas, apenas me tire daqui.
Sasuke ficou um pouco sentido, mas fingiu não ter se importado. Acabou seguindo seu caminho para casa. No caminho a única coisa que se ouvia era o som de Sakura murmurando alguma coisa que nem o super-man poderia entender.
Ela estava fazendo aquela cara de crocodilo quando não consegue agarrar sua presa, ou simplesmente de leoa com fome, o que foi o toque final para Sasuke acabar tendo uma ideia que ele julgou ser maravilhosa.
– Que tal se a gente almoçasse fora? – o moreno sugeriu bastante animado.
– Sasuke, só me leva pra casa, eu preciso tomar um bom banho.
E seus planos foram cruelmente frustrados pela malvada esposa. Ele ficou bastante decepcionado, queria tanto comer fora, passar um tempinho com sua amada – ta bom, acredito – esposa. Mas a vida é assim mesmo.
– Ta bom. – ele desistiu logo, não dava para discutir com ela.
Não demorou muito para chegarem em casa, e Sasuke estava agradecendo a Kami por ter chegado, Sakura estava exalando uma aura muito negativa, com certeza ela estava muito cansada e com uma fome de leão.
Mal deu tempo abrir a porta e a rosada saiu correndo em direção ao banheiro, e Sasuke ficou na dúvida se ela estava mesmo com tanta vontade de tomar banho ou se estava com uma dor de barriga daquelas. Mas não fez questão de descobrir mais do que precisava.
Vocês conhecem o Sasuke, ele tirou a roupa e ficou só de cueca andando pela casa, ainda não tinha comunicado seu retorno para os empregados, na verdade estava gostando de não ter mais ninguém em casa além dele e sua “esposa”, assim ele podia até andar pelado, com certeza Sakura iria gostar.
A rosada demorou muito tempo no banheiro, quando saiu Sasuke já tinha até servido a mesa, estava tudo prontinho para que ela comesse e enchesse logo aquela barriga – bucho – que estava tão vazio.
Sakura apareceu na cozinha vestida só com um roupão branco, estava sendo guiada pelo cheirinho maravilhoso que exalava de lá, era o cheiro do lindo frango assado, moreninho como ela gostava.
– Me lembra de quando a gente se divorciar, eu raptar você só pra cozinhar pra mim. – foi a primeira coisa que ela disse quando entrou na cozinha, já correndo para sentar na cadeira que ficava mais perto do tal do frango.
– Só pra cozinhar? – o moreno perguntou todo malicioso, esse casal com certeza, mas com toda a certeza do mundo, foi feito um para o outro, dois pervertidos – Eu poderia ser seu escravo s****l.
Eu te disse.
– Depois a gente pensa no assunto, agora me deixa comer em paz, Sasuke! – na vida de Sakura existiam dois tipos de comida, e uma não se misturava com a outra.
Sasuke se fez de desentendido e também se sentou na mesa, com aquela carinha de bom menino que só ele sabe fazer. Sakura se serviu com tudo o que tinha direito – ou seja, tudo que tinha na mesa – Sasuke ainda se perguntava para onde ia tanta comida.
E quando está comendo, Sakura não fala, ela apenas come, e aquele momento era sagrado, era o momento dela e a comida, mais ninguém, só ela e seu maravilhoso prato. Sejam todos bem vindos à nossa nova história, a história de amor entra Sakura e o Frango, esqueçam o Sasuke, ele não é mais importante aqui, de protagonista agora ele é apenas um mero figurante, deixem o frango brilhar minha gente!
Tenham pena do Sasuke, ele realmente ficou de canto naquela cena, a rosada nem falou mais com ele, ficou só comendo e comendo, comeu tanto que teve que afrouxar o laço do roupão, gente essa mulher só pode ter dois estômagos!
Depois que acabou ela soltou um arroto daqueles de ogro, e foi nesse momento que Sasuke fez a pergunta que já deveria ter feito a si mesmo há muito tempo atrás “Eu realmente me casei com isso?”.
– Tava delicioso, você deveria abrir um restaurante, você cozinha muito bem. – é claro que ela tinha que elogiar, era o mínimo que deveria fazer.
A rosada foi tomando seu rumo de volta para o quarto, como quem não queria nada com a vida mesmo, com aquele roupão frouxo e uns chinelos enormes, era nessas horas que Sasuke parava pra se perguntar se aquele casamento se parecia ou não com os casamentos convencionais.
Mesmo com aquela duvida pairando em sua cabeça, ele a seguiu, e é claro que a uma hora dessas ela já estava toda esparrachada na cama. Ah como ela adorava aquela cama, de dia, de noite e em todos os duplos sentidos do mundo. Sasuke também gostava, e era no m*l sentido mesmo.