- Connor…
- Hey, quer ver uma coisa?
O garoto mergulhou, de frente para mim, e beijou minha perna, depois meu joelho, em seguida beijou minha coxa, seguida por minha virilha, o que me provocou um imenso t***o, e Connor foi subindo cada vez mais, beijou até meu mamilo e depois deu um leve chupão em meu pescoço, fazendo eu ficar todo arrepiado. p***a! Por que isso estava acontecendo? Por que ele mexia tanto comigo? Eu nunca havia me sentido assim antes. Nunca.
- Connor… - Falei tentando afastá-lo.
- Não fala nada.
E então ele me beijou. m***a! Por que ele tinha que ter um beijo tão bom? Se pelo menos ele beijasse m*l… Ah, seria bem mais fácil…
Connor e eu ficamos nos beijando durante algum tempo, e a cada beijo, eu gostava mais e mais de beijá-lo, o que me deixava muito m*l, porque eu não conseguia entender isso que eu estava sentindo, eu nunca tinha ficado com um cara antes, era tudo tão novo para mim.
Algum tempo depois, nós dois saímos da piscina, pois já estávamos ficando com frio. Fomos até o banheiro e eu peguei duas toalhas, uma para mim e outra para Connor, e enquanto se secava, o garoto não tirou os olhos de mim, me deixando envergonhado.
- Por que está me olhando assim? - Perguntei.
- Porque estou te achando gostoso, não posso?
- Pode, ué. - Dei de ombros.
Connor me deu um selinho, me pegando de surpresa e eu dei um sorriso de canto de boca, sem ele perceber.
Após terminarmos de nos secar, decidimos ir deitar, pois já estava quase amanhecendo, e logo Daphne e suas mães iriam acordar. Entramos no quarto da minha amiga, que seguia dormindo, e então eu fui para minha cama e o garoto foi para a dele, porém, pouco depois, ele pulou para minha cama, me assustando.
- O que houve? - Perguntei.
- Eu gostei muito de hoje, viu? - Deu um leve sorriso. - Boa noite! - Me deu um selinho, e se dirigiu para sua cama.
(...)
No dia seguinte, me acordei era por volta de 13h20 e me assustei ao ver as horas, ainda bem que era feriado e não teríamos aula, pois senão eu teria perdido a aula, não que eu amasse a escola, mas também não curtia viver faltando aulas.
Olhei para o lado e vi Connor dormindo, sorri ao lembrar de nossa madrugada juntos, mas… d***a! Eu não podia pensar nisso… Fiquei olhando-o enquanto dormia, e era tão fofo…
Em seguida, o garoto acordou e antes que ele me visse olhando-o, eu me virei para o outro lado, para disfarçar.
- Bom dia! - Falou.
- Ah, acordou… - Me virei para ele. - Bom dia!
E nisso, Daphne entrou no quarto e pareceu surpresa ao nos ver.
- Até que enfim… Meninos, como vocês dormiram, hein… Eu acordei às 9h, me lavei, tomei banho e depois chamei vocês, mas nada, aí deixei vocês dormirem.
Connor e eu nos olhamos em silêncio e rimos, enquanto a garota ficava sem entender nada.
Daphne saiu do quarto e nós dois fomos fazer nossas higienes matinais. Eu não sabia o que pensar ou o que sentir em relação aquela madrugada, eu havia gostado, e gostei mais do que eu queria ter gostado, mais do que eu devia, e isso me assustava muito, pois eu não conseguia entender o que estava sentindo.
- Connor…
- Sim?
- Hã… Eu estava pensando, e… Essa madrugada foi bem boa. - Ele deu um largo sorriso. - Mas… Não podemos continuar. - O garoto me olhou confuso. - É tudo novo para mim e eu preciso entender tudo isso que está acontecendo, você entende, né?
- Hã… Claro… - Falou desapontado. - Mas… Você vai continuar sendo meu amigo, né?
- Ah… Claro.
- Legal! - Deu um sorriso tristonho.
Nós dois fomos almoçar junto com Daphne, que nos aguardava. Suas mães haviam saído e por sorte, não viram o horário que acordamos. Pouco depois, acabamos indo embora.
(...)
Eu estava em meu quarto, por sorte os gêmeos haviam acordado cedo e acabaram dormindo um pouco à tarde e Kim estava brincando sob a supervisão de Ketlyn, por isso, aproveitei para descansar, o que era raro de acontecer. Porém, meu descanso não durou nem 10 minutos, porque Anabel bateu à porta do quarto e entrou após eu lhe dar permissão.
- O que foi? - Perguntei.
- A Gaby me convidou para sair com ela e o pai dela, porque hoje ela está com ele e ele mora aqui perto. - Falou ao se referir à sua melhor amiga da escola. - Eu posso ir? Por favor!
- Eles vão te pegar aqui? Porque eu não estou a fim de sair de casa hoje.
- Vou perguntar pra ela.
A menina saiu correndo do meu quarto, e eu peguei meu celular para ver se tinha alguma nova mensagem, acho que sabemos bem de quem eu estava esperando mensagem, porém, não tinha nada, só de alguns grupos aleatórios. Pensei em mandar mensagem para Connor, mas mudei de ideia no minuto seguinte, será que ele estava zangado comigo? Talvez tivesse ficado chateado por eu ter dito que acho melhor não ficarmos no momento, mas… Sei lá, eu só queria pensar em tudo com calma, colocar meus pensamentos em ordem…
Em seguida, Anabel voltou para avisar que o pai da amiguinha iria pegá-la em nossa casa, o que me deixou feliz, porque assim eu não precisaria sair de casa.
Anabel estava super empolgada, pois essa coleguinha era a melhor amiga dela e morava um pouco longe, porém os pais dela resolveram se separar e o homem havia se mudado para o nosso bairro, e assim quando a menina estivesse com o pai, as duas poderiam se ver.
Cerca de uns 20 ou 30 minutos depois, a campainha tocou. Atendi a porta e logo avistei Gaby e um homem, que devia ter por volta de uns 50 anos.
- Oi Gaby. - Falei.
- Oi. A Ana está?
- Está terminando de se arrumar e já vem. - Logo me dirigi para o homem. - Oi. Você deve ser o pai da Gaby.
- Sou, sim. Prazer, Márcio. - Estendeu a mão para mim.
- Nicolá! - Apertei a mão do homem, cumprimentando-o. - Sou o irmão da Anabel.
Em seguida, minha irmã apareceu e já foi logo abraçando a amiga.
- Então essa que é a famosa Anabel. - Disse o homem.
- Se sou famosa, eu não sei, mas, é sou eu.
- E onde vocês vão? - Perguntei.
- Ah, vamos ao zoológico, faz tempo que a Gaby me pede pra ir.
- Ah, legal. Na mochila da Ana tem dinheiro pra entrada e pra ela comprar algo pra comer.
- Sem problema. - Disse o mais velho.
Minha irmã me deu um beijo no rosto e saiu com os dois. E eu fui para meu quarto sem saber o que fazer, ah, que vontade de ligar para o Connor…