Amigo ou Inimigo?

921 Palavras
No dia seguinte… Eu estava fazendo o almoço com a ajuda da Ketlyn enquanto os gêmeos brigavam por conta de um brinquedo e eu tentava apartar a briga ao mesmo tempo em que tentava não queimar o arroz. Após conseguir fazer os dois pirralhos pararem de brigar, eu desliguei o arroz, porque minha irmã estava concentrada nas panquecas, que nem viu que o arroz estava quase queimando. Após desligar a boca do fogão, eu peguei a panela e coloquei em cima da mesa e já corri para tirar da mão da Kim uma faca que ela havia pegado de cima da mesa. E nisso, a campainha tocou e eu já corri para atender a porta, e me surpreendi ao ver de quem se tratava. - Connor? - Nicolá? - Tentou conter o riso. - Cheguei num m*l momento? - Perguntou pelo fato de eu estar usando avental de cozinha. - Hã… Não. - Tirei o avental rapidamente e joguei em cima do sofá. - O que tá pegando? Posso ajudar? - Ah, eu vim te agradecer por ter me ajudado ontem, foi legal da tua parte. - Ah, não foi nada. - Falei. - Bom, eu trouxe torta de bolacha como agradecimento. - Notei que ele estava segurando um prato de vidro retangular. - Eu mesmo que fiz, e modéstia à parte, está delicioso. E antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Anabel surgiu mexendo em seu celular, e assim que ela notou a presença do Connor, abriu um pequeno sorriso. - Oi. - Ela disse. - Oi. - O que é isso? - Anabel perguntou. - O Connor trouxe uma torta de bolacha, que o nosso irmão, nem foi capaz de pegar. - Ketlyn pegou o prato e colocou em cima da mesa. Logo olhou para mim. - Inclusive, por que não convida o teu amigo para almoçar conosco? - Ele não é meu amigo. - Falei. - E acho que ele não pode. - Eu adoraria. - Disse o garoto ao me encarar. Ketlyn me deu uma olhada intimidadora e já foi logo colocando mais um lugar à mesa. Dei uma revirada de olhos sem que percebessem, e fui lavar as minhas mãos para o almoço, e já aproveitei para lavar as mãos dos pequenos. Nos sentamos à mesa e minhas irmãs já foram logo puxando assunto com o garoto, enquanto eu seguia comendo em completo silêncio, não estava a fim de papo, até porque nem tinha assunto com Connor. - Você tem um irmão pequeno, né? - Anabel perguntou. - Tenho sim. - Connor respondeu tentando soar simpático. - Legal! Você podia trazê-lo um dia pra brincar comigo, né? Lancei um olhar fuzilante para a criança, que pareceu não ligar. - Acho que já temos crianças demais aqui. - Falei. - Não acha? - Acho que teu irmão tem razão, não quero trazer mais um pra incomodar, mas hey, por que você não vai um dia brincar com ele lá em casa? - Legal! Eu quero. - Olhou pra mim. - Eu posso? - Sei lá, não sou teu pai. - Dei de ombros. - Mas você sabe que é um dos meus responsáveis quando nossos pais não estão. Eu posso ir? Por favor. - Ok. Eu te levo hoje depois da escola. - Falei. Anabel ficou bem feliz e muito empolgada, pois ela praticamente não tinha amigos no bairro, pois as poucas crianças que tinham na região, haviam se mudado e tal, então, a menina não tinha muito com quem brincar, e ela achava nossos irmãos muito crianças pra brincar com ela, até que nisso não tiro muito a sua razão. (...) Anabel, Connor e eu fomos juntos pra escola, porque o garoto havia encarnado no meu pé, qual será a desse garoto? Será que me achou bonito ou algo do tipo? Ai, que coisa chata! Minha irmã reclamou de alguns colegas como sempre, e saiu em direção a alguma amigas. Já eu fui na direção da Daphne, e o mala sem alça do Connor foi atrás de mim, será que ele não consegue perceber que eu não sou e nem quero ser amigo dele? Acho que terei que ser claro e dizer ‘’larga do meu pé, seu mané’’, que saco! E ainda pra piorar, a minha melhor amiga ficou conversando com o chato do Connor, e os dois quase não notaram minha presença, parecia que eu estava invisível. A aula estava muito chata como sempre, só matéria difícil, e eu ainda tinha que ficar longe da Daphne e perto do Connor, que ainda ficava pedindo ajuda em Matemática, como se eu fosse inteligente, acho que ele só queria me irritar mesmo. (...) Ao chegarmos da escola, eu fiz o almoço junto de Ketlyn, e então almoçamos. E eu disse para minha irmã que havia prometido levar Anabel para brincar na casa do vizinho, e perguntei se ela se importaria de ficar com os pequenos, e para minha infelicidade, ela disse que poderia ficar com eles, uma pena! Eu estava torcendo para ela dizer que não poderia por algum motivo, assim eu não teria que levar minha irmã à casa de Connor. Eu fui com Anabel até a casa da frente, e toquei a campainha, logo Connor abriu a porta. - Oi! Vocês vieram! Legal! O garoto olhou para minha irmã e depois me olhou e sorriu. m***a! Por que ele tinha que ter um sorriso tão bonito? E por que ele tinha que me olhar de um jeito que… d***a! Como eu detesto esse garoto!
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