Maria narrando
Médico: Quem é responsável, por Beatriz Maria Oliveira - chegou perguntando.
Maria: Eu - levantei e as meninas também - o que foi que aconteceu? a minha filha tá bem?
Muralha: Calma aí dona, deixar o medico falar pô.
Médico: Ela tá bem sim, ela só desmaiou porque ela bateu a cabeça muito forte, mais já está tudo bem, nestante ela acorda, a testa precisou da um ponto, mais ela vai ter que ficar em observação, porque ela bateu a cabeça.
Ele falou, foi a hora que eu soltei todo ar, que ele bem sabia que tinha guardado.
As meninas tinha ido embora porque eu mandei mais o tal do Muralha ficou, falou que ia me acompanhar, que ele queria saber de tudo, eu não tava nem com cabeça para discuti com ninguém, tava tão aliviada que a minha pretinha tava bem.
Médico: Você já pode ir ver ela - mais um de cada vez.
Muralha: Um de cada vez uma p***a "mermão" vai entrar nos dois - falou olhando o médico, que engoliu em seco.
Entramos na sala que o médico tinha falado, minha bebê tava dormindo ainda, com o soro na veia, sentei na cadeira que tinha ali, e fiquei segurando a mão dela.
*****
A gente tava conversando, mas ele não é muito de falar da vida dele, eu também não tava afim de saber de nada.
Muralha: Você teve ela com quantos anos - pergunto do nada.
Maria: Não tive ela - ele me olhou sem entender nada - eu morava com voinha desde um mês de vida, ela me abandonou lá, então quando ela teve a minha irmã, que hoje é minha filha ela me deu, na verdade largou ela lá, aí ela foi crescendo e me chamando de mãe.
Muralha: p***a, mó barra, também passei por isso, mais você parece ser uma boa mãe - falou mudando de assunto.
Maria: Obrigado, eu tento dá o melhor que posso para ela.
A Bia já tinha saído do hospital, já tinha se passado uma semana, ela tá bem na verdade ótima Graças a Deus. O Muralha vem aqui direto ver ela, viraram até amigos, enfim ele bancou todos os remédios, agora ela tem que tira o ponto da testa já que não tinha caído, vou levar ela hoje.
Bia: Mãe, eu não quero - falou fazendo manha.
Maria: Tem que ir pretinha, a mãe promete que te da uma caixa de chocolate.
Bia: Promete - estendeu os dedinhos.
Maria: Prometo - dei meu dedinho para ela - agora vamos toma logo café, a gente tem que ir rapidinho lá.
Tomamos café rapidinho, e arrumei a Bia e saímos de casa, tranquei a casa toda e fui descendo o morro.
Muralha: Vai pra onde? - perguntou parando a moto.
Maria: Não pode te dá ousadia né? tenho que leva ela no posto, o ponto da testa não caiu.
Bia: É tio, tenho que tirar - falou fazendo biquinho.
Muralha: Vamos, vou levar vocês lá.
Eu não tava nem afim de andar, subi na moto sem reclamar após ia me poupar muita andada.
Chegamos no hospital rapidinho, ele parece até que tava indo pegar o último trem.
Médico: Beatriz Maria Oliveira - chamou com uma pasta na mão.
Maria: Aqui - levantei com a Bia no meu colo.
Bia já tava com os olhos cheio de lágrima, eu também porque tava com pena da minha pretinha gente.
Médico: Não vai nem sentir baixinha, olha aí seu pai e sua mãe do seu lado - falou dando um sorriso.
Maria: Não, sou eu sou mãe, ela não é o pai não - dei uma risada sem graça - não vai nem sentir filha.
Muralha: Olha aqui pro tio - ele falou segurando a mão dela - o tio também já levou ponto, nem vai doer pra tirar.
Bia: Jura tio? jura que não vai doer.
Muralha: Não vai doer não, segura a mão do tio, pode até aperta se doer.
Ela segurava a mão de Muralha como se confiasse nele, não demorou nada o médico tirou os pontos, fez uma revisão também, para ver se tava tudo certo.
Muralha: Viu que o tio falou que não - falou dando um sorriso - e que sorriso senhor.
Maria: Agora vamos comprar o chocolate pretinha.
Bia: Vamos mãe - ele pegou ela no colo e botou atrás da moto e eu subi também na moto.
Maria: Não precisar correr não visse - falei rápido.
Muralha: Aqui é piloto "mermão" - falou com deboche - segura aí, não vai tirar pedaço não.
Muralha narrando ❌
Essa semana eu tava indo na casa da Maria queria ver a pequena, ela já tava até melhor, a Maria é toda lindinha véi pprt, boto no meu porte rapidinho mermão.
Eu já tinha levado elas para casa eu tinha que fazer as coisas na boca, ser bandido não é fácil não "mermão" cheio de p**a pra resolver.
WL: Como tá a pivetinha? - perguntou sentando do meu lado.
Muralha: Ela tá bem pó, já até tirou o ponto da testa.
WL: Agora papo sério, aquela mãe dela é gostosa pra c*****o - eu olhei logo pra ele.
Muralha: Respeita a menina cara, ali não é pra seu bico não - bati na cabeça dele.
WL: Você é p*u no cu, tu acha que eu não tlgd que você que bota ela no seu porte - falou e eu balancei a cabeça em negativo.
Ele começou com a chatice dele lá, comecei a fazer as contabilidades, e mandei cobrar os drogados que tava devendo ainda, pipoca chegou já entrando na sala e se jogando no sofá, pior coisa é da liberdade mermão.
Pipoca: Teu irmão só anda com aquela gostosa, que se muda faz pouco tempo.
Muralha: Tu é mó fifi em véi - falei passando por ele.
CK: Tem dois drogados que não pagou ainda, fui cobra ainda botou queixo.
Muralha: p***a mermão, eu não tenho um minuto de paz, vai tomar no cu - peguei minha arma e sair para ir atrás desse drogado.
Cheguei no beco já, comprimetei ums moradores que tava ali, e fui direto para o lugar onde os drogados fica, cheguei lá na casa dele meti logo o pé, tenho paciência para isso não, a casa tava maior chiqueiro meu irmão.
Xxx: Quem você acha que é, para entrar na minha casa assim - botou maior ranço.
Muralha: Eu só vim pega meu dinheiro, tu comprou mais de dois mil mermão. Tu vai me dá meu dinheiro.
Xxx: Não vou da desgraça nenhuma, vai tomar no seu cu.
Quando ele falou isso nem esperei para falar mais nada, dei só um tiro na testa. Vem pra cá manda vagabundo toma no cu, tá maluco não aceito isso não.
Muralha: Entra aí, se livram do corpo - falei saindo.
Minha camisa tava um pouco seja de sangue, cortei pneu pra casa para tomar banho e tirar essa roupa.
Caleb: Virou pintor agora - falou rindo.
Muralha: Da risada seu filha da p**a - falei dando um tapa na cabeça dele.
Caleb: Vou lá na Maria - gritou - ver como a Bia tá.
Muralha: Ou, chega aí, me dá o número da Maria - falei e ele fez negativo com a cabeça - ih ala, qual foi maninho?
Caleb: Ela não é pro teu bico não, ela é uma menina da hora, tu não quer nada com ninguém.
Muralha: Confia no pai pô, dá o número aí.
Ele deu o número falando pra p***a mas deu, subi para tomar um banho, tinha comida feita então botei mó prato generoso, depois me sair pra rua.