O que você quer Nikole?

1093 Palavras
- O que você quer Nikole? Já perdendo a paciência, Dom segurou seu braço, olhando dentro de seus olhos. Sua voz era baixa e extremamente perigosa. - Não quero nada! Não sei porque você cismou que quero alguma coisa de você. - Alguma coisa você quer sim! Ainda não sei o que, mas vou descobrir. Ou você pode ir direto ao ponto. - Não quero nada Sr Zaffari. Apenas viver uma vida tranquila, sem ninguém me pressionando ou resolvendo por mim. Não podia ser tão simples assim. Dominico estava certo de que ela queria a herança do avô, se não fosse isso, poderia ser vingança pelo pai. Do contrário, qual o motivo dela se revelar de repente? - Não ouse fazer qualquer coisa que possa magoar o padrinho, eu não vou te deixar sair impune. - O que eu poderia fazer? Deixei a Grécia disposta a seguir minha vida. Você vem atrás de mim sem nenhuma prova, me acusa do que nem você sabe e eu sou culpada? Nikole se dirigindo a porta, ainda falou antes de sair: - Espero não ter que te encontrar outra vez, vou reembolsar o que gastou, mesmo que eu não tenha pedido e estaremos quites. Nikole se lembra da conversa com ele na noite anterior, sua insistência para que se afastasse de Léo. Ao mesmo tempo, a insinuação de que tinham ou teria alguma coisa. O melhor é manter distância e o controle de sua vida. Estava prestes a passar pela porta, quando foi puxada de volta. Seu corpo foi de encontro ao dele em um abraço firme. - Eu quero você Nikole! Você será minha cedo ou tarde, não tente negar o que há entre nós. É pura perda de tempo. - Nem tudo que se quer é possível, você deveria saber disso. Eu não quero você, não pode me forçar! - Você me quer tanto quanto eu te quero. Já tive você em meus braços e sei que seu corpo não me rejeita. Segurando sua cabeça, Dominico a beijou. O beijo começou violento, mas foi se tornando calmo, suave e prazeroso. Cansada de resistir, Nikole se deixou beijar e Dominico a soltou quando m*l conseguia respirar. - Ah Nikole! Você não tem noção do que faz comigo. Ainda abraçado a ela, ele apoiou o queixo no alto de sua cabeça. As mãos lhe acariciando as costas, a respiração pesada e seu p*u assustadoramente duro contra sua barriga. - Você é doente! Nikole o empurrou com a pouca força que tinha e saiu correndo do quarto. O clima estava muito perigoso, como sempre era quando estava perto dele. Por mais que tentasse, Nikole não entendia o que se passava na cabeça de Dominico. Uma hora a ofendia e acusava de estar com segundas intenções, outra deixava claro que a desejava intensamente. O terreno era demasiado perigoso e Nikole não sabia onde estava pisando. Ela se odiava por desejar se entregar arduamente a um homem tão complexo. Sim, seu corpo correspondia a ele de forma intensa, chegava a doer de excitação. Mas Dominico não era alguém em que pudesse confiar. - Nossa Nik. Como você demorou. Nikole se deparou com Surya sentada em sua sala. A amiga tinha as chaves e total liberdade em sua casa. - Não exagera Surya. Você sabia que eu não estava em casa. - No hotel também não. Eu dormi no seu quarto e seu telefone não estava atendendo. Só então Nikole se deixou conta que ficou sem bateria. - Passei a noite com a vovó. Aproveitamos para pôr a conversa em dia. Os olhos de Surya tinham um quê de decepção. Mas a presença de Alessa a impediu de falar o que pensava. - Tudo bem, feliz aniversário! Depois de dar um abraço caloroso na amiga, surya entregou a ela uma caixa. - Quero ser a primeira a te dar um objeto para seu escritório. - Obrigada Surya, sou muito grata pelo seu apoio. O porta-retrato era também um porta canetas e cartões. Sua base em pedra ágata em tons azulados era linda. Os compartimentos de vidro refletiam os tons da pedra, dando um charme a peça. - É lindo Surya! - Também achei, vai ficar bem em sua mesa de escritório. Pedras trazem bons fluidos. Espero que você seja um grande sucesso! - Obrigada! Nikole estava realmente emocionada com o presente e não pôde deixar de pensar em seu pai naquele momento. Ele ficaria muito feliz com sua nova conquista. Sem que se desse conta, lágrimas desciam pelo seu rosto. - Nik, não chore! Assim vai estar com olheiras e feia para a comemoração mais tarde. - Não vamos muito longe Surya. Não faço questão de festa. - Já está tudo programado para a noite. Você só tem que estar deslumbrante. - Em quanto vai ficar essa graça? - Não se preocupe com isso. Os Smiths estão pagando tudo. - Surya!!! - Relaxa Nik. Que m*l tem eles pagarem? Isso para eles não chega nem perto de ser um troco. - Eu não quero o dinheiro deles, acabei de entregar às jóias. Dominico já está achando que tenho segundas intenções. - É daí? Você tem todo direito de gastar a fortuna da família. Você também é herdeira. Foi burrice devolver as jóias. - Eu já disse Surya, não estou interessada no dinheiro do meu avô. - Eu não acho justo Nik. Você é a única herdeira de sangue dos Smiths. Vai deixar para herdeiros secundários e viver no sufoco? Alessa que até então não disse nada, resolveu opinar. - Ela está certa filha. Seus primos vivem uma vida sem nenhuma preocupação, enquanto você se esforça tanto e não usufrui nada. Nikole sentiu uma dor de cabeça chegando. Já havia deixado claro tanto para a avó como para a amiga, que não estava interessada no patrimônio de seu avô. - Já falamos sobre isso vovó. O dinheiro é dele e ele dá para quem quiser. - A maior parte da fortuna vem de sua avó e não tem nenhuma relação com seus primos. - Tanto faz! No fundo no fundo, havia sim uma mágoa pela forma como seus pais foram tratados. Agora Nikole entendeu todos os esforços de seu pai. Ele queria que ela fosse livre de qualquer manipulação, para isso a incentivou a ser independente! - Mas agora você está grávida. Tem que pensar no seu filho. - Vozinha, eu estudei muito e trabalho duro. Se não for capaz de manter meu filho e a Sra, perdi meu tempo me preparando para nada. De que vai servir minhas duas faculdades?
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