Desafiando Dominico

1063 Palavras
A verdade é que, ninguém pediu a demissão de um Nikole, Carlos Ferraz arrumou todo tumulto ao supor que ela iria trabalhar para a família. Sem saber dos detalhes, tirou conclusões precipitadas e agora não sabia como agir. O fato era que Arturo estava animado com a possibilidade de dar um cargo a neta, disso ele estava ciente. Então deixou nas mãos dela. - Sair ou permanecer é uma opção sua Nikole. O que você decidir está feito. - Ok. Falamos sobre isso quando o Sr estiver livre. Vou voltar ao trabalho. Ignorando o fato de que ele a havia dispensado para acompanhar o avô, ela disse ao sair. - Até mais tarde vovô! Mal havia entrado em sua sala e ligado o computador, quando Dominico entrou sem sequer bater na porta. - O que está fazendo Nikole? Seu olhar era duro e cortante. Mas Nikole não era sua funcionária e esta não era sua empresa. Ele não estava em posição de lhe dar ordens. - Sr Zaffari, esse é o meu local de trabalho. Não pode entrar e agir como se fosse sua empresa. Aqui o Sr não tem voz ativa. - Não brinque com fogo Nikole. Basta uma palavra minha e você está fora! - Tenho certeza que sim. Mas parece que o Sr Ferraz não acabou seu pedido. Como ele deixou a meu critério, resolvi ficar. - Eu não pedi sua demissão! Nikole não acreditava em suas palavras. Mas se fosse afastada, tinha em mente como deixar Carlos Ferraz em uma situação complicada. Estando gestante não poderia ser demitida, mas poderia ficar afastada e receber seu salário, o que seria para ele um grande prejuízo. Ele também não poderia revelar sua gravidez, ou poderia sofre outro processo. Nesse ponto, Nikole estava tranquila. Até seu bebê nascer, teria tempo para pensar com calma. - Então peça, estou curiosa para saber a opinião do meu avô sobre isso. Claro, não vou ficar decepcionada se tiver o dedo dele nesse pedido! - Está sendo infantil e teimosa Nikole. O padrinho não tem nada haver com isso, eu te ofereci um emprego muito melhor que esse. - Não é sobre emprego Dominico, e sobre o que eu quero. Não quero viver como um parasita da família Smiths, tenho o direito de fazer minhas escolhas e espero ser respeitada nelas. Dom não tinha como argumentar com ela e forçar além do limite, não lhe pareceu uma boa ideia. - De qualquer forma, você está liberada para passar o dia com seu avô. - O Sr Ferraz foi muito gentil, mas não posso ser tratada diferente apenas por ser neta de Arturo Smiths. No horário de almoço, Nikole ficou surpresa com Dom esperando por ela na saída do prédio. Já estava com o telefone na mão para pedir um Uber, e ir para casa buscar a avó para encontrar o restante da família no hotel. Surya havia deixado o carro na sua casa pela manhã, aproveitaria para pegá-lo. - Entre Nikole! - Pode ir na frente, vou pegar minha avó e vou para o hotel em meu carro. - Não vamos almoçar no hotel. - Não? Ninguém me Visou nada, onde vão almoçar? Nikole já havia tomado o remédio para evitar enjôo, mas não era totalmente seguro. - Você vai ver. Quando chegou em casa, Nikole foi novamente surpreendida com todos na sua casa. - Oi Nik! Eu e a vovó resolvemos fazer o almoço, espero que não se importe. Surya informou enquanto levava uma bandeja de salada para fora. - Importar eu não importo. Só queria que a vovó descansasse um pouco esses dias. - Não foi nenhum trabalho querida, Surya e Sofia fizeram a maior parte. - Obrigada! - Fiz aquele frango que você adora, se alguém não gostar, temos bife a parmegiana. Claro, preocupada com Nikole, elas evitaram frituras e cheiros fortes. Porém, por um descuido Alessa entregou Nikole. - Não esqueça de tomar suas vitaminas, deixe o chá pronto para você na pia da cozinha. - Para que Nikole precisa de vitaminas? Sofia perguntou curiosa. - Aumentar a resistência. - Para o bebê... Alessa é Surya falaram ao mesmo tempo! Nikole perdeu a cor ao constatar Dominico saindo da cozinha. Ele a encarou como se pudesse ler sua alma. Surya ainda tentou salvar a situação: - Vovó, de onde veio essa ideia? Nikole não pôde estar grávida! Mas era tarde demais, Dominico não era fácil de enganar. Não era atoa que era um jovem promissor nos negócios, ler expressão facial era um de seus atributos. - Com certeza está! Ele afirmou sem pensar duas vezes. Sem sequer supor que o filho era seu, pegou ela pelo braço e a puxou para um canto. - Espero que seu querido Léo seja homem para assumir você e o bebê. Não é atoa que ele não te perde de vista. - De que merda você está falando? - Durante todo o final de semana ele ficou te cercando, era para demarcar território. Nikole viu os olhos dele vermelhos de fúria e o aperto no seu braço estava insuportável. - Isso não é da sua conta! Passando os dedos pelos cabelos, ele disse destilando veneno. - Seu avô vai ficar decepcionado, saber que a única neta abre as pernas para qualquer um é degradante. Nikole deu um tapa em seu rosto, o sangue quente correndo em suas veias. - Cuida da sua vida Sr Zaffari! Não te dei liberdade de se meter na minha, sequer é da minha família para opinar. Respirou fundo para se controlar, então apontou para a porta. - Saia da minha casa, você não é bem vindo aqui! - Nik, se acalmar por favor. Surya estava sem saber o que fazer. Queria dizer que não faria bem ao bebê, mas teve medo de piorar a situação. - Por favor Sr Zaffari, Nikole tem estado sobre muito stress. Não piore a situação. Com habilidade, conduziu Nikole para dentro, afastando de Dominico que ficou parado sem se mover. Alessa estava sem saber o que fazer, sentindo- se culpada, não ousou ir atrás de Nikole e muito menos encarar Dominico. Quando entrou na cozinha, Surya fazia Nikole tomar um copo com água. - Me perdoa Nik, eu não queria... eu não fiz de propósito. Sua voz era um fio e seus olhos estavam rasos de lágrimas. -Eu sei vovó! Não estou chateada com a senhora.
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